Saturday, 30 March 2013

Arnhem

Hoje fomos com o Adnan passar o dia a Arnhem, uma cidade holandesa onde foi travada a Batalha de Arnhem durante a II Guerra Mundial.
Subimos à torre da Eusebiuskerk que, actualmente, já não é usada para serviços religiosos, sendo mais um ponto de atracção turística (vimos, inclusive, um cartaz de publicidade a uma festa que ia ter lugar na igreja no Dia da Rainha) e andámos um pouco a pé pela cidade.
Estava um dia cinzento, frio e começou a nevar durante a tarde, mas ainda visitámos o Airborne Museum 'Hartenstein' antes de regressarmos a casa, onde gostei particularmente da Airborne experience.














Friday, 29 March 2013

Sexta-feira Santa...

... ou não, acabámos por comer peixe ao jantar. Ou melhor, massa com peixe e camarão. Soberbo!

A receita está aqui.

Neve na Primavera!

Ora cá está ela outra vez. Parece que não há maneira de ir embora de vez!
Hoje, pela primeira vez, conduzi enquanto nevava. É giro, os flocos de neve que vêm levemente contra o pára-brisas como bocadinhos de algodão-doce.
Aliás, a neve só é gira assim. E nos filmes e postais. De resto, dispenso-a bem!

Boa Páscoa!


Thursday, 28 March 2013

A minha experiência médica na Holanda II

Pensava eu que tinha finalmente colocado este episódio para trás. A ferida no nariz estava a cicatrizar muito bem, cada vez mais pequena e menos profunda. Penso que daqui por umas 2 semanas já poderia andar sem penso no nariz... Até ter recebido uma chamada do dermatologista da MOHS Klinieken na 2ª Feira.
Ouço-o a dizer "I have some awful news" - e juro que, por uns segundos, julguei ter ouvido um tom de brincadeira na voz do médico. Nunca, em momento algum durante as últimas semanas, ocorreu-me que teria de lá voltar.
Explicou-me que tinha recebido o resultado do patologista. Este tinha feito análises com contraste que denunciaram céculas cancerígenas que tinham ficado para trás. Muito poucas, quase imperceptíveis, mas estavam lá.
Pediu desculpa, que não era este tipo de resultado que estamos à espera quando vamos a uma clínica MOHS e blá-blá... e quis marcar nova cirurgia.

Voltei lá hoje às 9h15. Exactamente 4 semanas após a última cirurgia.
Quando a enfermeira me viu disse-me logo que mal podia acreditar quando reparou que eu ia lá voltar. Que estes casos apenas acontecem 1 a 2 vezes por ano. Bem, tinha que calhar a alguém - respondi-lhe.
O cirurgião entrou na sala e começou logo por pedir desculpas, que tem dormido mal desde que teve conhecimento do resultado do patologista e só disse "what a shame" quando viu que a ferida já estava quase fechada.

Enfim, o processo foi o mesmo da última vez. Daí a pouco já estava na sala de espera com o jeitoso. Só que desta vez demorou imenso tempo até me chamarem com o resultado da análise. Via os outros pacientes a serem chamados, a irem embora, e eu continuava ali. Não me dei logo conta de como estava a demorar pois estava na conversa com o jeitoso. Mas às tantas vi que já tinha passado 1h30... 2 horas... e nada. Já era perto do meio-dia quando a enfermeira veio me chamar. Afinal, demorou tanto porque o cirurgião foi pessoalmente ao hospital com o tecido removido para que o patologista fizesse nova análise de contraste de modo a ter a certeza de que tinha sido tudo removido e eu não tinha que lá voltar. O que o patologista confirmou. Suspirei de alívio.

Tenho novamente uma "cratera" no nariz mas (e desta vez acho que posso dizer isto com segurança) estou livre desta praga. Penso que mais uns 2 meses e isto deve estar completamente cicatrizado. Finalmente!

Bottom line, e apesar da desilusão inicial por ter que lá voltar para nova intervenção cirúrgica, a verdade é que foi bom terem mandado o tecido para o patologista. Eu julgava que davam-se por satisfeitos com a biópsia que era feita na clínica na altura da cirurgia. Ainda bem que não. Senão, o mais certo seria que ter de repetir tudo outra vez daqui a 1 ou 2 anos.

Sunday, 24 March 2013

Home cinema

Como vêem, passei mesmo este fim-de-semana enfiada em casa... diria que até chegou a roçar o tédio. E para terminar o fim-de-semana, ainda vimos The Bucket List à noite. Um bom filme com 2 grandes actores.

 

Home cinema

Enfiada em casa, com a garganta super-inflamada e a rezar para que não me chegue aos ouvidos, esta tarde vimos o Looper - um bom filme para ver ao fim-de-semana.

 

16ª semana... e a crescer!


Mau mau, Maria!...

Ando outra vez com a garganta inflamada. Estas variações de temperatura interior/exterior mais as minhas queridas colegas de trabalho que parecem estar com os calores da menopausa e volta e meia têm que abrir a puta da janela estão a dar-me novamente cabo da garganta!
Já ontem passei o dia em casa, estava melhor à noite, mas acordei ainda pior esta manhã. Baaaahhh!...

Wednesday, 20 March 2013

Sinais

Diz que hoje foi o primeiro dia de Primavera.
E que daqui a uma semana e meia a hora muda para o horário de Verão.
Não sei quanto a vocês mas, para mim, isto são tudo bons sinais!!

16ª semana

Como mudámos de cidade, tive que inscrever-me numa nova verloskundige na minha área de residência.
A Ineke (nova vizinha holandesa, mulher de um colega de trabalho do jeitoso), recomendou-nos uma e lá fiz a inscrição pela Internet. Passados uns dias, contactaram-me para marcar uma consulta e esta manhã lá fomos conhecê-la.
Tinhamos gostado muito da verloskundige de Amsterdão mas esta também é simpática. Deu-nos um plano do que temos que ir fazendo ao longo das 40 semanas de gravidez (que exames precisam de ir sendo marcados, etc) e indicou-nos onde podemos marcar a ecografia das 20 semanas.
Perguntei sobre as aulas de preparação para o parto: não são para começar ainda mas aconselhou-me a fazer já a inscrição - aparentemente estou a morar numa área onde a taxa de natalidade é elevada e estes cursos costumam estar cheios!
No final da consulta, ela quis ouvir o batimento cardíaco do bebé mas não estava a conseguir... lá foi buscar o aparelho dos ultrasons e pudemos ver novamente o bebé que estava escondido atrás da placenta, o malandro. Vimo-lo a se mexer e ela viu-lhe os batimentos cardíacos :)
Saimos de lá com umas prendinhas da verloskundige para o bebé - algo comum aqui.


Tuesday, 19 March 2013

In the office - a minha experiência com os holandeses

Acho que ainda não o disse aqui com todas as letras mas provavelmente já devo ter deixado transparecer em posts anteriores que não estou satisfeita com o meu actual emprego.
Não pelo trabalho em si ou pela empresa, mas pelo ambiente de trabalho.
Quando cá cheguei, disse a mim mesma que não ia tornar-me numa queixinhas: afinal, a escolha de vir para cá foi minha. Mas este blog é, essencialmente, para partilhar a minha experiência em terras holandesas, por isso cá vai.
O meu primeiro emprego na Holanda foi numa empresa internacional onde os holandeses que lá trabalhavam eram uma minoria. No meio de tantas nacionalidades, o inglês era a língua de eleição e nunca, em circunstância alguma, senti-me posta de parte por não falar holandês. Acho que foi um óptimo primeiro emprego: tinha acabado de chegar à Holanda, foi na Primavera/Verão, estava a apaixonar-me pelo país!
Até que chegou o Outono/Inverno... em todos os sentidos. Na actual empresa (que também se diz internacional), os funcionários que estão no piso onde trabalho são maioritariamente holandeses - e os que não o são, já estão há muitos anos na Holanda por isso falam/entendem bem o holandês.
Tem ainda o facto de que, pela primeira vez em vários anos, não trabalho num ambiente open space - estamos agrupados em 3 a 4 por gabinete.
Ora, estas novas circunstâncias foram suficientes para, logo de início, ter percebido porque é que os outros expats falavam tão mal dos holandeses!
Tirando algumas excepções (graças a Deus conheco excepções, tanto dentro do escritório como fora), acho-os arrogantes. E escondem-se atrás da desculpa de que os holandeses são frontais e dizem logo de caras o que lhes passa pela cabeça como se isso lhes desse o direito de chegarem a ser estúpidos para com os outros.
Para além de alguns desentendimentos com uma colega de trabalho, o que mais me incomoda é o facto de não quererem dar-se à maçada de falar em inglês quando estou presente por entenderem que devo aprender a língua deles. Até mesmo quando estamos sentados à mesma mesa a almoçar na cantina, a conversa é em holandês. Digo algo em inglês, a conversa recomeça em inglês por uns minutos mas dai a pouco já continua em holandês novamente (uma vez, até decidi fazer uma experiência ao almoço e insistir em falar a inglês a ver se os vencia pela exaustão... mas foram eles que venceram pois à 3ª ou 4ª tentativa já estava farta daquilo). Volta e meia perguntam-me (inclusive o meu director e supervisora) como vai a minha aprendizagem do holandês e colegas já me perguntaram se deviam passar a falar comigo apenas em holandês para que eu vá aprendendo mais rápido (!).
Esta pressão, totalmente desnessária pois não preciso de falar holandês para desempenhar as minhas funções, é irritante e desgastante. E não é que não queira aprender a língua - desisti do curso que iniciei em Outubro mas não desisti de aprender holandês - apenas vou fazê-lo quando me der na real gana e não por estar a ser pressionada!
Enfim, os meus planos eram para começar a procurar outro emprego logo no início deste ano, desta vez numa empresa que fosse (mesmo) internacional mas por força das circunstâncias vou continuar por aqui por mais uns tempos. Não é tudo mau; é apenas este "pormenorzinho" que esforço-me por ignorar, apesar de passar aqui a maior parte do meu dia.

1 ano de Holanda

Faz hoje precisamente 1 ano que me mudei para aqui.
Estes últimos 12 meses parecem ter passado a voar mas, ao mesmo tempo, já aconteceu tanta coisa! Neste espaço de tempo, já vou no meu segundo emprego na Holanda, na minha segunda casa e cidade também. E este ano promete!


Sunday, 17 March 2013

Para onde foi o fim-de-semana?

Desde que nos mudámos, parece que ainda não tivémos um fim-de-semana que fosse o suficiente para descansar. Ontem levantámo-nos cedo e, após umas compritas no centro de Utrecht, lá tivémos que ir a Amsterdão buscar as nossas bicicletas pois não convinha deixá-las lá por muito mais tempo.
Passámos no nosso ex-apartamento para trazer algum correio e andámos na nossa ex-rua. Entretanto, lá fomos a pé até à Estação Central para trazer a bicicleta do jeitoso que tinha lá ficado (ou devia ter lá ficado pois não a encontrámos!...). Fizémos o mesmo percurso de todos os dias de trabalho e, estranhamente, aquelas ruas pareceram-nos diferentes. Passaram apenas 2 semanas e meia desde que nos mudámos mas sentimos que aquela já não é a nossa cidade.
Estávamos cansados e a nossa vontade era voltar logo para casa mas tinha surgido a oportunidade de ir jantar com uns amigos de Amsterdão quando lhes dissémos que iamos estar por perto e assim foi. E ainda bem que ficámos. A conversa agradável ajudou-nos recuperar as energias e foi uma boa noite.
Hoje, a vontade era mesmo de ficar em casa no dolce far niente mas depois de arrumarmos a casa tivémos a visita de uns amigos/vizinhos holandeses para o lanche.
Foi um bocado bem passado mas agora olho para o relógio e pergunto-me que raios aconteceu ao fim-de-semana que passou num piscar de olhos - precisava que amanhã fosse outra vez Domingo...

Ainda sobre as sopas e as festas de aniversário holandesas

Ora eu até já tinha deixado passar o assunto das sopas comentado neste post, mas ontem reparei que uma ex-colega de trabalho (do Sri Lanka mas casada com um holandês) partilhou fotos do jantar de aniversário no Facebook... onde se via toda a gente à volta de uma mesa com 2 panelões de sopa!
Confesso que isto está a intrigar-me bastante e que gostava de compreender  melhor aquilo que começa a me parecer que é mesmo um hábito cultural.
- Porquê sopa??
- É devido ao frio?
- E se for, no Verão servem sopa na mesma?
Fui googlar um pouco sobre isto mas ainda não encontrei nenhuma explicação.

Encontrei, isso sim, foi este post que retrata muito bem a festa de aniversário a que fomos no mês passado. Engraçado que, na altura, não fazia ideia que as "circle parties" eram assim tão comuns por estas bandas.
Não posso dizer, no entanto, que tenha morrido de tédio nessa festa que, como de costume, tinha hora de chegada e de saída: das 14h às 19h.
Sentámo-nos em círculo, sim, entre as diferentes gerações da família, vizinhos e amigos, foi-nos oferecida imediatamente uma fatia de bolo com café ou chá à chegada, mas ao longo da tarde lá fui me levantando, circulando um pouco e me sentando em diferentes lugares para conversar com diferentes pessoas. Também nem todos os holandeses presentes passaram a tarde toda sentados "no círculo". E havia vinho (ainda bem que não fomos os únicos a levar uma garrafa de vinho!) e uns petiscos bem apetitosos.
Saímos antes da parte da sopa por isso não sei ainda como funciona a parte em que nos dão a entender que a festa acabou e que tá na hora de ir pra casa.
Por outro lado, lembro-me que também já dei uma espécie de "circle party" de aniversário - foi no primeiro apartamento onde vivemos que, por ser tão pequeno, não haviam muitas mais hipóteses!

Enfim, aceitam-se comentários e explicações para a questão intrigante da sopa!

Friday, 15 March 2013

Recolha de lixo

Quando vivíamos no centro de Amsterdão, a recolha do lixo na nossa rua era feita 2 vezes por semana.
De início, fiquei um bocado chocada ao ver os sacos do lixo amontoados aqui e ali ao longo da rua, à espera da recolha no dia seguinte - acho que tive a mesma reacção meio enojada quando estudava em Braga e deparei com o mesmo cenário.
No Funchal, a Câmara Municipal obriga-nos a colocar o lixo em contentores próprios para o efeito. Quem mora em apartamentos tem, normalmente, a "casa do lixo" no prédio - onde até já têm (nalguns casos) os contentores para reciclagem.
Senão, como em casa dos meus pais por exemplo, temos que adquirir contentores apropriados que são colocados à porta de casa nos dias em que passa o carro de recolha do lixo. E mais 3 contentores para a reciclagem de papel, plástico e vidro - que fazem a respectiva recolha em dias específicos.
Ora, quando nos mudámos para De Meern, pensávamos que seria semelhante. Fui tocar à campainha do vizinho para saber em que dias era efectuada a recolha do lixo e fiquei a saber que mesmo junto à entrada para o prédio existe um ponto de recolha de lixo para o qual temos uma chave (bem que andávamos a tentar perceber para que raios era aquela chave!) - isto quem não sabe é mesmo como quem não vê!



Hello gorgeous!!



Thursday, 14 March 2013

Nem o Google sabe!

Sabem aquela teoria de que o Google sabe tudo e tem a resposta pra tudo? Queres saber? Vai ao Google!
Pois então, lembrei-me de googlar o que há para fazer/atracções/pontos de interesse em De Meern... E adivinhem lá?
Só faltou aparecer-me no topo da página algo do género "De whati???"

Momento gezellig do dia!

Ontem, quando saímos do trabalho, fomos ter com uns amigos ao Florin, no centro de Utrecht.
O Florin é conhecido pelos hambúrgueres e até é bem amplo para um pub pelo que se está bem lá.
Após umas peripécias para lá chegarmos (ainda não nos orientamos muito bem de carro no centro de Utrecht e o GPS ficou meio maluco justamente quando estávamos no meio da cidade!) soube mesmo bem estar numa mesa onde se falava exclusivamente em português, com gente da nossa terra, amigos e ex-colegas de trabalho lá da Madeira.
Após um período de hibernação social durante o Inverno, estes momentos valem ouro!

Tuesday, 12 March 2013

On the road - os holandeses e a condução

Tenho a dizer que, comparados com os portugueses, os holandeses são uns condutores extremamente civilizados.
Nunca tinha visto nada assim! Nem em Portugal nem noutros países europeus. Não excedem os limites de velocidade (nem mesmo na auto-estrada), assim que se faz pisca "deixam-nos" mudar de faixa ou entrar na auto-estrada, não fazem manobras perigosas, não buzinam se o sinal mudou pra verde e não reparámos.
Por outro lado, tudo tem os seus prós e contras. Esta manhã, percebi porque é que o trânsito por vezes torna-se tão lento. Não é devido a algum acidente ou algo do género na auto-estrada: se ultrapassarmos 4 a 6 viaturas, encontramos um "empata-vidas" qualquer que vai mais lento, mesmo tendo imensa estrada livre pela frente, arrastando os outros atrás de si! Em hora de ponta, senhores!
Também tenho a dizer que ainda não conduzi aqui na auto-estrada, só peguei no carro para ir até ao supermercado que fica a 2 minutos de casa. Tenho esta cena que detesto conduzir em sítios desconhecidos... mas lá terei que me aventurar.

Monday, 11 March 2013

In the office - the Dutch way

De volta ao escritório, após um período de recuperação em casa, aproveito para partilhar um pequeno episódio que exemplifica um pouco a atitude dos holandeses em relação ao horário de trabalho.
Uma das minhas colegas entra às 7h00 para poder sair as 16h00. Na Holanda, em geral, facilitam muito o horário de de entrada e de saída conforme as necessidades pessoais de cada um.
Então, hoje, eram 16h02, a dita cuja já tinha desligado o pc e estava sentada à secretária a acabar de comer um iogurte antes de se ir embora. Nisto, recebe uma chamada - acham que ela atendeu?
Lá olhar para o telefone, ela olhou... viu que era para ela, disse qualquer coisa enquanto ria... acabou de comer o iogurte e toca a ir embora que já passava da sua hora de saída.
Se isto está correcto ou não, isso já é discutível. Eu acho é que ainda tenho uma mentalidade profissional demasiado portuguesa para fazer o mesmo!

Sunday, 10 March 2013

Bacalhau!! :-)

Bacalhau é, sem dúvida, a minha comida preferida! Seja lá de que maneira for preparado. Imaginem agora o meu desgosto quando descobri que o jeitoso detestava bacalhau - cheguei a pensar que esta relação não tinha futuro! Mas lá foi se convertendo, o rapaz... embora ainda não seja lá grande fã.
E hoje houve comida tipicamente portuguesa nesta casa situada no meio da Holanda. A receita fica aqui.


Saturday, 9 March 2013

Noite de gajas na Holanda

O Dia da Mulher serviu de pretexto, tal como em anos anteriores, para uma noite "girls only".
Apercebi-me que não fazia isto desde que saí da Madeira.
Não faço ideia se celebram este dia por estes lados mas lá fizémos reserva num restaurante no centro de Utrecht onde pude reencontrar ex-colegas de trabalho (da empresa onde trabalhava antes de me mudar para cá - e que também se mudaram para a Holanda) e conhecer caras novas.
Dei por mim a pensar que, durante o último ano, acabámos por conhecer para aí uma dúzia de pessoas bem porreiras em Amsterdão com quem nos encontrávamos de vez em quando para um café, para um copo, para jantar. Agora que saímos de Amsterdão, sinto que voltámos um pouco à estaca zero...
Somos pessoas sociais. Faz-nos falta a interacção humana. Por mim, posso dizer que, trabalhando numa empresa que se diz internacional mas onde a maior parte da equipa é holandesa, não tenho essa interacção no local de trabalho - ao contrário de outras empresas onde já trabalhei e onde fiz boas amizades que perduram até hoje.
Esta parte faz-me confusão. Necessito de uma rede social. De calor humano. De risos e abraços. De conversas com conteúdo. De partilhar pensamentos e sentimentos. De estar com gente com quem possa ser tonta e asneirar à vontade. E lá vamos começar tudo de novo...

Friday, 8 March 2013

14ª semana e início do segundo trimestre

3 meses! Completámos esta semana o primeiro trimestre da gravidez :)
Até agora está a correr tudo muito bem. Os enjoos estão a melhorar muito, praticamente só os sinto um pouco de manhã e nem são todos os dias. Consegui passar estes 3 meses sem vomitar uma única vez (ainda que por vezes os enjoos fossem mesmo muito maus) o que acho muito bom!
Aliás, essa fase foi meio estranha e não contribuiu em nada para ter uma alimentação saudável no início da gravidez. Senão vejamos:

- comecei por nem poder ver a quinoa que costumava tomar ao pequeno-almoço com iogurte e fruta fresca. Passei a comer cereais integrais com leite frio. Depois, o leite só por si passou a deixar-me com náuseas. Tentei café com leite e uma sandes. Passada uma semana, nem podia cheirar café! E durante as semanas seguintes, passei a tomar sumo de pacote com uma sandes de queijo - era o que o meu estômago suportava.

- quando chegava ao escritório, aprendi a comer 1 ou 2 mandarinas para combater os enjoos... passadas 3 semanas enjoei mandarinas. Depois tentei uvas brancas frias - acho que só durou uma semana. Enjoei pêras e laranjas  também... e diga-se que por estes lados não há muita variedade de fruta!

- sempre adorei pão integral, pão escuro, mistura de cereais... mas passei a só conseguir levar à boca o pão branco.

- leite e iogurtes, nem vê-los.

- e acho que durante o 2º mês mal toquei em água - até isso me deixava indisposta!

Enfim, a minha alimentação foi muito pobrezinha nos últimos tempos e acho que pão branco com queijo foram os meus melhores amigos durante umas boas semanas!

Entretanto, essa parte já está muuuuitooo melhor. O que começou há umas 2 semanas foram as noites mal dormidas. Não estava à espera desta tão cedo! Levanto-me a cada 2-3 horas para ir ao quarto-de-banho - já era uma mijona antes mas agora então...

Também noto a minha barriga a começar a crescer, especialmente desde a semana passada! Ontem fui comprar umas calças de ganga - a minha primeira aquisição na secção de grávidas :) Não que as que tenho já não me sirvam, mas começam a me apertar na cintura quando passo muito tempo sentada ou quando estou a comer e tornam-se desconfortáveis. Trouxe umas que têm um elástico na cintura que dá para ir ajustando conforme a barriga vai crescendo - parece-me que vamos ser muito amigas!

Wednesday, 6 March 2013

Vleuten

Tive que ir ao gemeente de Vleuten-De Meern para registar a nova morada. E eis logo uma grande vantagem em relação a Amsterdão: o gemeente estava praticamente vazio e fui atendida a horas :)
Pelo caminho ainda tirei umas fotos.



Tuesday, 5 March 2013

Da janela de casa

talvez não dê para perceber, mas trata-se de uma pessoa 
numa cadeira de rodas eléctrica a passear os 4 cães :)


14ª semana

Já vou a meio da 12ª semana e a 1 semana e meia do final do 1º trimestre.
Estas últimas 2 semanas não foram fáceis... Há precisamente 15 dias, fui à tal consulta na MOHS Klinieken. Até então, tanto no meu huisarts como no hospital Onze Lieve Vrouwe tinham informado que provavelmente teria que aguardar até ao final da gravidez para então fazer a cirurgia ao nariz, mesmo sendo com anestesia local, e já estávamos conformados com isso.
Mas na consulta de dermatologia há 2 semanas, o dermatologista desdramatizou e garantiu-nos que os riscos para o bebé eram mínimos e quase que disse que era imperativo fazer a cirurgia o quanto antes. Perguntei-lhe 3 vezes se não haviam mesmo riscos para o bebé e das 3 vezes notei que ele estava calmo e sereno quanto a isso. E foi assim que decidimos fazer a cirurgia agora.
No entanto, passados 3 dias, na Sexta à tarde, recebo uma chamada do cirurgião (que ainda não conhecia) a dizer que estava a ver os processos das cirgurgias que tinha marcadas para a semana seguinte e que, ao ler o meu, reparou que eu estava grávida - desaconselhou-me imediatamente a cirurgia nesta altura devido aos possíveis efeitos secundários que a anestesia podia ter no bebé e falou de uma tal maneira que me assustou a sério e me deixou de rastos.
Por esta altura, já não sabia o que pensar. Voltei a ligar para a clínica para tentar falar com o dermatologista (afinal não posso ter um médico a me dizer uma coisa e outro a dizer precisamente o oposto!) mas ele não estava.
Quando o choque inicial passou, começámos a pedir segundas opiniões. De diferentes anestesiologistas, pela informação divulgada na Internet, e também liguei à minha verloskundige. Basicamente, a opinião geral é que a anestesia local não representa qualquer perigo para o bebé. É exactamente o mesmo tipo de anestesia que os dentistas usam e é comum as mulheres irem ao dentista durante a gravidez. Esta era, inclusive, a opinião de uma anestesiologista que também estava grávida. Até a minha verloskundige partilhou da mesma opinião, acalmou-me e disse que a anestesia local não representava qualquer tipo de perigo, apenas para me certificar que era o mesmo tipo de anestesia que os dentistas usam e que era usava a variante sem adrenalina.
Entretanto, na véspera da cirurgia, recebo finalmente um telefonema do dermatologista, a dizer que tinha discutido o meu caso com o cirurgião e que não era bem aquilo que ele queria dizer! Enfim, a minha conclusão é que o cirurgião queria "tapar o rabo" na eventualidade de haver alguma complicação e então fez aquele drama todo ao telefone e achou de me assustar.
No final, a decisão era minha. Conversámos e decidimos avançar com a cirurgia. Há-de correr tudo bem.

Entretanto, os meus enjoos já melhoraram muito (hip hip hooray!) e a minha barriga parece "ter dado um pulo" desde a semana passada :)

Monday, 4 March 2013

Jantar de inauguração

Ontem tivémos o jantar de inauguração da nova casa :)
E o menu escolhido não podia ter sido melhor: tivémos um típico jantar madeirense, com milho cozido e peixe-espada em cebolada!
Só vos digo que estava tão bom, mas tão bom!, que no início da refeição mal falávamos - só devorávamos!! Aquele jantar encheu-nos a barriga e aqueceu-nos a alma.


P.S. - Quem fez o milho foi a Cátia mas a receita é mais ou menos assim.

Saturday, 2 March 2013

Home cinema

Hoje consegui, finalmente, acabar de ver The Perks of Being a Wallflower!
Não que o filme não seja bom, pelo contrário, mas com as mudanças acabava sempre por adormecer tal era o cansaço.
O filme é excelente e tem um desfecho impensável.

 

Friday, 1 March 2013

Mudámo-nos!

Fevereiro de 2013 foi, certamente, um mês dos diabos!
Andámos freneticamente à procura de novo poiso em Janeiro, primeiro em Amsterdão e depois para os lados de Utrecht.
E deixem-me que vos diga: vimos muita porcaria! Apartamentos minúsculos e por preços exorbitantes só porque estão no centro da cidade (tanto em Amsterdão como em Utrecht). Até que começámos a redefinir a nossa procura para os arredores de Utrecht... e encontrámos um apartamento espaçoso em De Meern. Tinhamos preferido continuar no centro da cidade mas sabemos que vamos ficar bem melhor aqui.
A casa está numa bagunça, com malas, caixotes e sacos espalhados por todo o lado e a faltar-lhe um toque pessoal de decoração,  mas com o passar do tempo tornar-se-á na nossa home, sweet home. Gradualmente, também nos habituaremos à nova paisagem - deixámos de estar rodeados pelos prédios carecterísticos de Amsterdão para vermos campos, canais, estradas e zona residencial quando olhamos pela janela.
Em Amsterdão ficaram também algumas amizades que fizémos durante o último ano e que esperamos que dê para nos encontrarmos de vez em quando. Esta é, certamente, a parte menos positiva desta mudança de cidade...