Thursday, 15 August 2013

Consulta com a verloskundige e discussão do plano para o parto

Esta manhã fomos a nova consulta de rotina com a verloskundige. Comentei que achava que a bebé já tinha "descido" e pediu-me para me deitar de modo a poder observar-me. Apalpou-me a barriga e a zona pélvica e confirmou as minhas suspeitas: a Maria já está na posição certinha para nascer!
Ainda fez uma breve ecografia, só mesmo para ver a cabecinha onde estava posicionada e ouvimos o batimento cardíaco da bebé.
Perguntou-me se tinha elaborado um plano para o parto. Dei-lhe o que tinha feito e fomos discutindo ponto a ponto.
Mas até eu - control freak assumida - tenho perfeita noção de que um parto deve ser das coisas que menos dá para planear nesta vida. Cada parto é único e imprevisível. E por muitos planos que faça, por muito que diga que quero isto assim ou assado, tudo pode virar "de canelas para o ar" na hora H. E interiorizei isto bem desde o início da gravidez. Não vale a pena querer controlar o incontrolável, as coisas vão acontecer como tiverem que acontecer, vão tomar o seu próprio rumo. E ter isto bem claro na mente está a ajudar-me a não entrar em pânico quando penso na altura do parto - esse grande desconhecido de que toda a gente fala horrores. Isso - e lembrar a mim mesma que todos os dias nascem tantos bebés por esse mundo fora, que é a coisa mais natural que existe e que as mulheres vêm tendo bebés desde o início dos tempos por isso não vale a pena fazer um bicho de sete cabeças sobre o assunto.
Mas lá falámos sobre o assunto durante algum tempo e ela esclareceu algumas questões que eu tinha, por exemplo, sobre as opções disponíveis para lidar com as dores das contracções. Também deixou bem claro, quando entrar em trabalho de parto, em que altura é que devo ligar-lhe e em que circunstâncias. Quando isso acontecer, a verloskundige virá a minha casa para me observar e avaliar em que fase do trabalho de parto me encontro e só depois é que seguiremos para a maternidade.
Mais uma vez, parece-me tudo muito simples e bem orientado.
A pressão arterial estava no limite máximo daquilo que é considerado normal mas cá pra mim que poderá ter disparado um pouco depois de ela ter-me feito tanta pressão no baixo-ventre para confirmar a posição da bebé.
E agora deixa-me ir acabar de preparar a minha mala para a maternidade que já devia tar prontinha há algum tempo...

2 comments:

  1. Isso parece ao mesmo tempo tão estranho como "muito natural". Esperar entrar em trabalho de parto, chamar a verloskundige, ir para a maternidade, parece q é tempo demais.Acho que se fosse cmg que nunca fui mãe, iria-me fazer imensa confusão.
    Mas se eles fazem assim então é pq é normal, acho que as vezes não respeitamos, é o tempo que as coisas demoram e aqui vamos a correr para o hospital,ou então há quem não corra e não entre em trabalho de parto e vai tb na mesma para o hospital lol. Não percebo nada desta matéria. :)

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    1. O que acontece noutros países é que muitas vezes vai-se para o hospital às primeiras contrações e podem passar muitas e muitas horas até o bebé nascer, especialmente se for o primeiro filho. Por vezes até nos mandam para casa por ser muito cedo ainda.
      É claro que também há sempre o risco do bebé acabar por nascer em casa se esperarmos demasiado tempo :P

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