Friday, 27 February 2015

Birthday drinks and pie

Ora como o dia do meu aniversário callhou numa 3° feira, pensei em reunir alguns amigos para comemorar.
Para mim, o melhor dos aniversários, é reunir família e amigos para celebrarmos juntos esse dia. Nem sempre tem sido possível. Dadas as circunstâncias, a família não pode estar presente. Mas os amigos sim :)
E este ano, com a correria causada pelo regresso ao trabalho, optei por reunir os amigos mais chegados no Buurten in de fabriek pois não houve tempo para preparar nada em casa.
Acontece que aquela virose maldita ainda anda por aí a atacar forte e feio o estomago e entranhas do pessoal! Resultado, metade das pessoas estava doente ou tinha os filhos doentes e não pode comparecer.
Foi então a outra metade que estava "saudável" e passámos uma tarde bem agradável na conversa, entre cervejas, café e tartes (aparentemente o cheesecake ali é qualquer coisa divinal e todos ficaram fãs).
Tinha escolhido aquele local especialmente porque em princípio vinham várias crianças/bebés e ali tinham uma área infantil bem agradável para os putos não se aborrecerem. A Maria gostou :)
Obrigada a todos os que vieram, tendo vindo de longe só para passarmos aquele bocadinho juntos - foi muito bom mesmo!
E espero que entretanto o resto do pessoal já esteja recuperado (pelas notícias que tenho recebido, vão recuperando lentamente) e fiquem a saber que a vossa ausência foi sentida.




And some of "Maria's moments" :)

Thursday, 26 February 2015

Os Holandeses e as regras

Com esta coisa de voltar a viajar de comboio, tenho tido a oportunidade de voltar a observar comportamentos típicos dos holandeses que já havia esquecido.
Como a fixação com as regras
Às vezes viajo, por mero acaso, na carruagem no comboio que diz "Silêncio". E quando os holandeses dizem "silêncio", é mesmo isso.
Nada de falar ao telemóvel naquela carruagem, nem de conversar com a amiga do lado, nem de estar a ouvir música muito alta com os headphones. É que aí começam os olhares recriminadores; e lançam um primeiro olhar, e um segundo já mais zangado, e um terceiro já possessos, até que se segue um "shhhhh" ou um dedo acusador a apontar para a palavra "Silêncio" escrita nas janelas da carruagem ou até podem sair umas palavras menos simpáticas.
Ah, e isto vindo de pessoas que estão a ouvir a sua musiquinha com heaphones também... mas aparentemente, até o bater das asas de uma mosca seria capaz de incomodá-las naquela carruagem. Porque lá diz "Silêncio". E as regras são para serem respeitadas!


Tuesday, 24 February 2015

Happy birthday Angela!

Bem, só posso dizer que já tive aniversários melhores...
Para além de ter passado o dia todo a trabalhar, parece que anda aí uma virose qualquer que me apanhou hoje e passei o dia indisposta.
O melhor do dia foi mesmo ter recebido esta flores do jeitoso e da Maria - sim, também foi prenda da Maria pois, pelo que me constou, foi ela que as escolheu (parece que a borboleta foi um factor determinante na escolha!).


Monday, 9 February 2015

Sobre ser Mãe a tempo inteiro

Este primeiro ano em casa com a Maria foi uma benção e, ao mesmo tempo, das coisas mais exigentes que já fiz na minha vida.
O meu contracto de trabalho na empresa onde estava a trabalhar antes da Maria nascer terminou pela altura em que entrei em licença de maternidade. Aqui na Holanda, a licença de maternidade é de cerca de 3 meses. Com um membro da equipa a sair e outro de baixa, contactaram-me ao fim desse tempo para saber se estava interessada em voltar para a equipa já que iam ter que contractar alguém. Ora, eu não fui capaz de colocar a minha bebé - tão pequenina, tão indefesa, ainda a sofrer com tantas cólicas - assim, de repente, o dia todo, 4 ou 5 dias por semana, num infantário. Na altura, era algo completamente inconcebível para mim. E também estava a sentir-me tentada pela ideia de ficar com a Maria durante o primeiro ano - algo perfeitamente normal aqui e aceitável pelas entidades patronais, nenhuma mulher fica "mal vista" por fazer uma pausa na carreira profissional de modo a poder dedicar-se aos seus filhos.
Acho que foi só aos 5 meses que pudémos dizer que estávamos finalmente livres das malditas cólicas. Por essa altura também fizémos 2 viagens em família, pelo que foi apenas a partir dos 6 meses da Maria que comecei lentamente à procura de novo emprego. Estávamos em Março.
Apesar do que os Holandeses dizem, continuo a achar que existem muitas ofertas de trabalho, incluindo na minha área. Contudo, vi-me muito limitada na minha procura de emprego pois muitas das empresas exigiam conhecimento da língua holandesa, a par do inglês. Os meus conhecimentos de holandês são muito básicos pelo que nem me candidatava a essas ofertas de emprego.
Por outro lado, estar sentada em frente ao pc à procura de emprego com uma bebé em casa é uma tarefa ingrata. Muitas vezes tive que desistir porque a Maria queria atenção ou brincadeira ou porque tinha uma fralda para mudar ou estava na hora de comer. À noite, quando ela já dormia, estava demasiado cansada para me concentrar em frente ao pc - e também queria passar algum tempo de qualidade com o jeitoso ao fim do dia.
Depois, havia sempre as chamadas perdidas para discutir o meu cv, falar sobre uma determinada posição a que me tinha candidatado ou marcar uma entrevista pois achavam de me ligar justamente quando estava a adormecer a Maria ou a trocar-lhe a fralda ou lá o que fosse. Ah, e também houve entrevistas inciais ao telefone com a Maria ao colo, por vezes choramingona - o que vale é que, como já disse anteriormente, as pessoas aqui são muito compreensíveis e muito a favor da vida familiar.
Foi quando a Maria tinha uns 9 meses que senti que estava na altura de pô-la numa creche. A Maria adora bebés e outras crianças e via que ela estava a precisar dessa interacção. Tinhamos decidido que a Maria apenas iria para a creche quando eu encontrasse um emprego. As creches são absurdamente caras na Holanda, tornando-se muito mais acessíveis quando recebemos o apoio do Estado - mas para isso, a informação que eu tinha na altura era de que ambos os pais têm que estar a trabalhar pois o Estado Holandês entende que, se um dos pais está em casa a tempo inteiro, não existe uma real necessidade de colocar o(s) filho(s) na creche (o que mais tarde vim a descobrir que não é bem assim).
Entretando, a Maria costumava ficar cerca de uma vez por semana com uma gastouder - a oma Hennie - tendo passado a ficar menos vezes durante o Verão pois tivémos quase sempre companhia de família e amigos.
E eu continuava com a minha procura de emprego, ia a entrevistas com alguma regularidade, mas ainda nada.
Entretanto tivémos conhecimento de que, mesmo estando em casa, tinha direito a algum apoio do Estado para a Maria ir à creche e foi assim que, em Dezembro, ela passou a ir duas manhãs por semana. Era o tempo que eu aproveitava para me dedicar a enviar CV's e/ou ir a entrevistas de emprego.
Mas voltando à questão de ser Mãe a tempo inteiro, foi sem dúvida fantástico poder acompanhar o crescimento e desenvolvimento da Maria durante mais de 1 ano. Penso que em Portugal não poderia dar-me a este "luxo".
Mas também foi super exigente, tanto física como psicologicamente.
Aqueles primeiros meses em que lutámos contra as cólicas e em que passava a maior parte do dia e da noite com a Maria ao colo, a chorar e a se contorcer com aquela dores violentas, deram cabo de mim fisicamente. Também nunca mais consegui recuperar o sono perdido. Aliás, para nós não houve descanso. Não havia a possibildade de a Maria passar uma tarde com os avós ou tios ao fim-de-semana para podermos descansar, para dormirmos uma horas, para irmos jantar juntos - enfim, o que fosse.
Sabiamos que não ia ser fácil quando decidimos ter um bebé longe da família mas penso que nunca pensámos que seria tão exigente.
Costumo dizer que o meu estado normal agora é "cansada". É como me sinto. O tempo todo. Mesmo quando acordo de manhã. Às vezes sinto-me exausta, outras vezes estou "só" cansada.
E com o passar do tempo, as minhas conversas começaram a incidir maioritariamente sobre a Maria e assuntos relacionados com a bebés. E até havia muito assunto de conversa pois a maioria dos nossos amigos também tem bebés. Até que um dia, quando fomos almoçar com um casal de amigos que ainda não tem filhos, e enquanto eles e o jeitoso falavam sobre trabalho e afins, senti que já não sabia ter uma conversa "normal" por muito tempo com outros adultos, sem falar da Maria... e afins.
E repito, sublinho, enfatizo que me sinto abençoada por ter tido a possibildade de ficar em casa com a Maria durante tanto tempo mas não sou, decididamente, do "stay at home type of Mom".
Hoje recebi uma notícia que aguardava há algum tempo - tenho emprego!
Sei que vai custar inicialmente, mas espero de alguma maneira tornar-me ainda numa melhor Mãe quando começar a trabalhar.

Tuesday, 3 February 2015

De vaidosa a teimosa...

Que a minha filha é vaidosa, isso eu descobri cedo. Agora, não esperava começar tão cedo a típica discussão do "Queres vestir isso mas não fica bem com essa roupa!"
E adivinhem quem ganhou esta manhã, a poucos dias de completar 1 ano e 5 meses? A Maria, claro está.
Hoje tinha pensado num look menos girly para a Maria - sim, porque há dias em que já não posso ver côr-de-rosa à minha frente - quando ela tira esta camisola da gaveta... e não queria nem ouvir falar da camisola que lhe tinha escolhido. É que nem houve margem para distraí-la e enganá-la negociação senão já ia começar a manhã com alta birra.
E assim vesti-lhe a camisola que ela queria e voltei a guardar a que eu tinha escolhido sem piar...


Ah, depois não aguentei vê-la assim e acabei por lhe mudar as calças...