Tuesday, 30 August 2016

Esta foi uma das músicas da minha adolescência


Continuo a gostar de ouvi-la.
E especialmente agora que tenho uma filha, a letra parece-me tão verdadeira e ouço-a quase como um reminder do tipo de Mãe e exemplo que quero ser e dar para a Maria.
Em casa, já me ouço a dizer-lhe demasiadas vezes "A Mãe só vai arrumar a loiça e já vai", " A Mãe só vai estender a roupa e já vai", " A Mãe só vai isto ou aquilo".
E a Maria já passa perto de 10h30 por dia na creche (!!!!) - e eu tento não sentir a consciência pesada por isso. Certamente ajuda o facto de ela adorar estar lá e serem "só" 4 dias por semana porque finalmente consegui um emprego onde não tenho que fazer 40 horas semanais.
E nesse diazinho a meio da semana em que não vamos para a creche nem para o trabalho (que benção) é quando faço coisas para mim, para ela e para ambas. É quando vou ao cabeleireiro, é quando vamos as duas ao parque ou à kinderboerderij ver os animais, é quando marcamos playdates para os minis brincarem e as Mamãs terem um pouco de vida social.
Dizem-me que tenho que ter tempo para mim, que não posso "viver" para a Maria, que ela vai crescer e um dia vai à vidinha dela, que tenho que ser a Angela e não apenas "a Mãe da Maria"... E eu entendo tudo isso e até concordo mas na prática é tão difícil trocar o tempo que posso passar com a minha família por alguma actividade mais individualista. Eu faço-o, sim, mas não "desligo" completamente dos que ficaram em casa.
Obviamente que isto também está relacionado com o ritmo das nossas vidas por cá que não deixa sobrar muito tempo livre ao fim do dia e com o tal facto de sermos só nós os 3, sem família por perto. O jeitoso às vezes chateia-se, acha que sou muito mãe-galinha ou que não tenho confiança nele para ficar com a Maria. Não é nada disso. O jeitoso sempre foi um Pai presente e a Maria fica tão bem com ele quanto fica comigo. Mas sair deixando a Maria com os avós, por exemplo, sabendo que ela fica num ambiente familiar que lhe seria tão saudável, é algo completamente diferente. Quando um de nós sai, a Maria fica com o Pai ou com a Mãe - and that's it. Há mais uma ausência do que um complemento familiar.
Bom, mas já estou aqui a divagar e a me desviar do tema inicial... Deixo-vos a música.


Monday, 15 August 2016

Férias marcadas!

Este ano ainda não tivémos férias em família.
Estávamos a começar a ver destinos para o início do Verão quando soube que a empresa onde estava a trabalhar ia fechar aqui na Holanda. E como não sabia quanto tempo ia levar até começar num novo emprego, as férias ficaram em stand by pois não queria estar a marcar algo que podia calhar justamente quando fosse voltar a trabalhar (e era mesmo isso que teria acontecido já que voltei a trabalhar em Junho).
Como já comentei aqui, em meados de Maio fui à Madeira com a Maria (o jeitoso não pôde ir nessa altura) e ele acabou por lá ir sozinho em Agosto por motivos familiares.
Andamos a planear um fim-de-semana prolongado para Outubro... and that's it...
Então acabámos por decidir que este ano iriamos fazer algo que já surgiu em conversa algumas vezes mas nunca se concretizou: passar a altura de Natal/Fim d'ano num lugar paradisíaco à beira da praia.
Lembrei-me de uma amiga da universidade ter dito maravilhas sobre as férias que fez no Vietnam, pedi-lhe umas dicas, e foi assim que surgiu Phu Quoc Island :)

Sunday, 14 August 2016

E já me diz para ir dormir...

Estávamos a almoçar e vejo sô dôna Maria a esfregar os olhos. 
- Já estás com soninho, filha? Olha, a Mãe está cheia de sono - digo-lhe, enquanto bocejo. 
- Vai para a cama, Mamã!... - responde-me a Maria num tom "maternal".