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Wednesday, 25 June 2014

Experiências sensoriais!

Hoje ao almoço foi assim: prato do dia composto por feijão-verde, cenoura, bróculos, batata-doce e gema de ovo. Sinceramente, achei que tinha enchido demasiado o prato mas tinha a certeza de que a Maria não ia comer aquilo tudo. Afinal, se não a tivesse "enganado" com umas cerejas para sobremesa, lá tinha ido tudo!


Confesso que é muito mais práctico para mim fazer um puré de legumes que dê para 3 ou 4 doses e congelar de modo a ter ali a refeição sempre prontinha à mão. Também faz menos sujidade e a Maria come mais rápido, afinal não é preciso mastigar. Mas ela diverte-se tanto assim! :-)

Saturday, 8 March 2014

Fim-de-semana...

... com convívio entre amigos de Amsterdão.
A Maria revê o Kai Yunus e aproveita pra brincadeira e os papás babados não se cansam de tirar fotos :)


Monday, 3 March 2014

Barcelona

Estas mini-férias, sim, correram bem!
Ninguém ficou doente, para começar, e a Maria portou-se às mil maravilhas.
Um fim-de-semana prolongado em Barcelona para comemorar o meu aniversário e para nos reencontrarmos com o Adnan, um amigo que morava em Amsterdão e que regressou a Londres no ano passado. Era ainda para partilharmos o apartamento com um outro ex-colega de trabalho nosso (de nós os 3, da altura em que trabalhámos para a mesma empresa em Londres) que vive na África do Sul mas que teve que cancelar a viagem no último minuto.
Ora, passaram-se uns 13 anos desde que estive em Barcelona. Confesso que tinha guardada na memória uma imagem muito mais "viva" de Barcelona e dos Catalães - mas também não posso esquecer que quando lá estive era Verão e tudo parece ganhar mais cor e vida no Verão.
Com esta viagem também ganhamos mais alguma experência nesta coisa de viajar com um bebé. Acho que a combinação de carrinho (e o que temos é super-prático e leve, ideal para viajar) e canguru foi o ideal. Sempre que a Maria começava a ficar com sono ou parecia mais cansada, colocava-a no canguru e daí a pouco já tinha adormecido. De resto, estava sempre bem-disposta e curiosa com tudo à sua volta.
É claro que nao iamos com ilusões de ver/fazer 1500 coisas com um bebé. Evitámos longas filas de espera para algumas atracções turísticas e delineamos um plano leve e nada rigído para cada dia - afinal, o objectivo também era relaxarmos.
Mesmo assim, conseguimos visitar o Parc Güell e passeámos muito a pé pela cidade - o facto de termos escolhido um apartamento mesmo pertinho de La Rambla ajudou imenso ;)


Uma curiosidade: e não é que, por casualidade, fomos atendidos por uma Madeirense numa das lojas em que entrámos?

Monday, 17 February 2014

Das "férias"

Regressámos na Quinta-feira da Madeira. Eu, Mãe orgulhosa, estava em pulgas para que a restante família e amigos conhecessem a minha cria. Dos 10 dias, só iamos passar lá um fim-de-semana e, sabendo que a maior parte das pessoas ia estar a trabalhar durante a semana, planeei tudo de modo a termos oportunidade de estar com toda a gente.
Só não estava à espera que a Maria e o jeitoso ficassem com febre poucos dias depois de termos chegado...
Na Sexta à noite fomos às urgências (mais porque estava preocupada como soava a respiração da Maria do que pela febre) e foi-nos dito que a Maria apanhou uma virose. Pela madrugada de Domingo, a febre tinha baixado mas ficou a tosse. 
A febre voltou na Terça e desta vez marcámos consulta no pediatra. Saímos de lá com uma receita para 3 (!) xaropes diferentes e nada de novo... A febre voltou a baixar durante a noite e, de repente, as nossas férias estavam a acabar.
Aliás, esta viagem de "férias" teve pouco! Foram 10 dias dos quais 5 foram passados em casa com a Maria o jeitoso doentes...
Acabámos por não estar com muitas das pessoas que queriamos ver. Valeram-nos vários amigos (alguns deles com filhos) que vieram ter connosco depois do trabalho só para nos verem e conhecerem a Maria!
Desfrutámos muito pouco do bom tempo que estava na ilha. Dormimos pouco e mal. E ainda nos chateámos um bocado com os "conselhos" e opiniões (por muito bem intencionados que fossem) que toda a família tinha para dar sobre os hábitos de sono da Maria. Ora temos uma bebé que desde os 3 meses dorme entre 10 a 11 horas de seguida e adormece sozinha à noite - e ainda nos vêm dizer que não deviamos fazer assim e que deviamos fazer assado?? Really?!! Será que não lhes ocorreu que nós, que a criámos durante os últimos 5 meses, se calhar até sabemos de que condicionantes ela necessita para uma boa noite de sono?? E fiquem a saber que levou-me umas 3 semanas com muita paciência e dedicação junto ao berço todas as noites, a aplicar as "técnicas" que me pareciam fazer mais sentido, até que ela começasse a adormecer sozinha.
Ah, mas que ninguém nos inveje por termos uma bebé que dorme a noite toda - em contrapartida, a Maria tem sono de pulga durante o dia e, para além de não dormir mais do que 30 minutos de seguida, não adormece sozinha durante o dia pelo que acabo por não conseguir fazer muita coisa já que ela costuma fazer 2 mini-nanas de manhã e 2 mini-nanas à tarde - façam as contas do tempo que me sobra depois de pô-la a adormecer 4 vezes durante o dia (adicionando a isso, claro, as vezes em que ela come, as mudas de fraldas, o tempo de brincadeira e atenção de que necessita). E não, isto não sou eu a reclamar - muito pelo contrário.
Uma coisa é certa: esta ida à Madeira fez-me ver que, afinal, estamos a fazer um óptimo trabalho com a Maria, apesar de estarmos aqui sozinhos. E que ela pode estar a perder algumas coisas por não estar a crescer rodeada pela restante família mas está a ganhar noutras (e o mesmo se aplica a nós dois). Ou seja, não vale a pena ficar mais me questionando "e se estivéssemos lá, seria melhor?" Casa é aqui agora. É onde estamos os 3 juntos.
Pela primeira vez, de todas as que saí da Madeira e regressei de férias, esta foi a primeira em que não senti que aquela ilha me fazia falta. Foi a primeira vez em que nem a paisagem do mar sob o céu azul me seduziram. Senti um certo desencanto por aquele lugar e isso foi novidade para mim.
Regressei à Holanda, a casa, a sentir um misto de tristeza e de alívio.
E agora, toca a seguir com a nossa vida e continuar a dar graças por tudo o que somos e temos.

Acabámos por tirar apenas meia dúzia de fotos nesta viagem, ficam aqui algumas :)


Monday, 13 January 2014

Passeios de Inverno

E que se faz nesta terra com uma bebé de 4 meses nas tardes de Inverno? - perguntam vocês.
Passeia-se! Aproveita-se o generoso Inverno holandês que temos tido este ano e vai-se apanhar ar fresco, faça chuva ou faça sol. Oh sim, tive que render-me aos hábitos holandeses de não ficar em casa à espera do bom tempo para fazer alguma coisa...

Thursday, 5 December 2013

Canções de embalar

Não conheço muitas canções de embalar portuguesas e por isso vou cantando qualquer música que me venha à cabeça o que, por enquanto, surte o mesmo efeito.
No entanto, a minha preferida (era com ela que embalava as minhas sobrinhas) é a "Querida pequenina" dos Xutos & Pontapés, seguida pela "Coisas pequenas" dos Madredeus.
Mas esta foi a de hoje e a Maria parece ter gostado :)



Wednesday, 20 November 2013

The joys of motherhood

Aos 2 meses e meio, Maria aprendeu a dar aqueles adoráveis guinchinhos que os bebés dão quando estão na brincadeira... e também aprendeu a usar esses guinchinhos - no tom mais alto e agudo possível - para protestar sempre que não está satisfeita com alguma coisa. Um dia a casa vem abaixo!

Sunday, 27 October 2013

O parto e pós-parto

Já passaram 7 semanas desde que fomos presenteados com a nossa princesa e o tempo parece passar a voar.
Fazendo um resumo, as águas rebentaram-me na 6ª Feira de manhã sem que eu me apercebesse. Pelas 9h30 deu-se a perda do tampão mucoso mas, como não houve perda de sangue nem estava com dores, continuei com a minha vidinha pois podia levar ainda alguns dias até a Maria nascer. As contracções apenas começaram após o jantar mas na altura nem pensei que fossem contracções. Ao longo da noite, ainda que não tivesse nada a ver com a descrição que conhecia das ditas contracções, comecei a associar uma coisa à outra e passei a cronometrá-las até que, por volta das 8h30 da manhã, liguei à verloskundige. Ela veio cá a casa examinar-me: estava com 1 cm de dilatação. Disse-me para voltar a lhe ligar daí a umas horas, quando achasse que já estava a ficar difícil de suportar as dores.
Voltei a ligar-lhe perto das 13h. Após nova observação, disse-me que estava apenas com 2 cm de dilatação - oh God! - mas como viu que já me estava a custar, sugeriu-me que fossemos para o hospital.
Algum tempo depois de estarmos no hospital, já instalada no quarto e na companhia do jeitoso, a verloskundige informou que a parte dela terminava ali - como informei que queria levar a epidural, a partir dali seria acompanhada pela verloskundige e médica do hospital. Mas tive que insistir para que chamassem o anestesista - acho que estavam a ver se eu mudava de ideias e decidia ter um parto "100% natural". Levei finalmente a epidural pelas 17h30 quando estava com 5 cm de dilatação e, passados uns 10 minutos, chegou a bonança e até cheguei a cochilar nas horas seguintes.
No entanto, a epidural fez com que o aumento progressivo das contracções/dilatação abrandasse, pelo que administraram-me oxitocina para voltar a aumentar a frequência destas.
Pelas 22h, já me encontrava com 10 cm de dilatação e tinha chegado à fase da expulsão, assistida pela enfermeira e verloskundige do hospital. A Maria acabou por nascer às 00h30 de Domingo e foi colocada imediatamente em cima da minha barriga, onde penso que ficou durante cerca de 1 hora antes de irem medi-la e pesá-la (mas mesmo lá no quarto, na presença do pai).

Tivémos que ficar mais 2 dias no hospital após o parto pois havia risco de infecção para a Maria por ter passado mais de 24 horas entre me rebentarem as águas e o nascimento, agravado pelo facto de eu ter tido um pouco de febre durante o parto. Então foi necessário aguardar 48 horas pelo resultado de umas análises de sangue de modo a saber se a Maria iria precisar de antibióticos. Felizmente, não foi necessário e tivémos alta médica na 3ª Feira de manhã.

Do hospital, só temos críticas positivas a fazer! Desde as instalações e procedimentos ao pessoal que lá trabalha. A amabilidade e boa disposição de todos (enfermeiros, parteiras, auxiliares e médicos); o terem-nos deixado ficar a maior parte do tempo sozinhos no quarto até chegar à fase da expulsão (enquanto eu e a bebé éramos monitorizadas do exterior) o que tornou tudo muito mais íntimo e sereno; o facto de não me terem feito uma episiotomia (benditos Holandeses defensores da naturalidade) nem estarem com muitas pressas; nada de aspirarem o nariz nem a boca da bebé à nascença nem de lhe administrarem nitrato de prata nos olhos; enfim, até a comida do hospital era boa.
Não tive filhos antes, não faço ideia quais são os procedimentos num parto em Portugal, mas posso dizer que se acontecer voltar a ter outro filho espero tê-lo novamente na Holanda! Desde o acompanhamento durante a gravidez até ao parto, tudo foi tratado sempre com muita naturalidade, sem grandes dramatismos, sem me estarem constantemente a examinar. Confesso que os Holandeses convenceram-me: não há necessidade nenhuma de uma gravidez sem riscos ser seguida por um médico. O acompanhamento feito pelas parteiras parece-me mesmo o mais adequado - como gostaria de ver este sistema a funcionar no meu país! Sei que muita gente vai ficar escandalizada e discordar completamente - eu também fiquei chocada quando cá cheguei e soube que, num país supostamente tão evoluido, a grávida era acompanhada por parteiras (uma palavra que associava ao tempo das minhas avós!). Mas, num país em que raros são os casais que se ficam pelo primeiro filho e onde parecem achar 3 um bom número, pareceu-nos que alguma coisa deviam estar a fazer bem e quisemos  dar-lhes o benefício da dúvida. E ainda bem que assim o fizémos, pois a experiência foi muito positiva.

Quando voltámos para casa, tivémos o apoio da kraamverzorgend durante a primeira semana - e que ajuda foi!
Ela estava aqui para mim e para a bebé. Todos os dias via-me a temperatura e a pulsação, examinava a cicatrização dos pontos e apalpava-me a barriga para verificar o reposicionamento do útero. Também numa base diária, verificava a temperatura da Maria e pesava-a. Ensinou-nos a dar banho à bebé e a maneira mais apropriada de fazer-lhe a cama. Havia uma preocupação constante em evitar a proliferação de bactérias de modo a evitar infecções, por isso mudava-me os lençóis da cama e desinfectava o quarto-de banho diariamente, assim como tratava de pôr a nossa roupa e a da Maria a lavar. Ainda aspirou a casa e engomou roupa algumas vezes. Ajudava com a amamentação e, durante a tarde, "obrigava-me" a ir me deitar um bocado para descansar - e como me sabia bem aquela horinha de sono!
Só não precisou preocupar-se com a comida pois o jeitoso estava por casa nesses dias e tratava do almoço.

Ah, durante essa primeira semana, a verloskundige veio duas vezes cá a casa para ver como estava a ser a minha recuperação e também vieram cá fazer o teste do pezinho à Maria.

Agora a Maria, é uma bebé querida e bem disposta que já nos delicia com lindos sorrisos. Infelizmente, teve cólicas muito fortes desde muito cedo e parte-se-me o coração vê-la em sofrimento mas temos tentado várias "soluções" para diminuir as cólicas. Só sei que se mais alguém me diz que "é normal, todos os bebés têm cólicas" eu juro que apanha nas fuças! Não sou idiota, sei que os bebés têm cólicas, mas isso não invalida que me sinta destroçada de vê-la a contorcer-se e espernear com dores.
E nós? Nós andamos cansados, mesmo à exaustão, devido às noites mal dormidas especialmente por causa das cólicas - e o próximo que me disser que recém-nascidos apenas comem, dormem e sujam fraldas também leva nas trombas! - mas tudo isso é esquecido quando olhamos para a nossa princesa :)