Saturday, 3 August 2013

Encaixe do bebé

Ora, até posso estar enganada mas acho que a Maria já adoptou mesmo uma posição mais baixa na pélvis.
Ontem, ao fim da tarde, estava a sentir-me ligeiramente desconfortável e já não consegui encontrar uma posição confortável para me sentar no sofá. Virava-me dum lado, virava-me para o outro lado, deixava-me "escorregar" no sofá... nada.
E esta manhã, ao acordar, a barriga parece estar mesmo mais para baixo - já não arredonda tanto logo abaixo do estômago.
Ora, se for mesmo isso que aconteceu, então quer dizer que agora é que vou mesmo passar o tempo todo no wc devido à pressão na bexiga! Ao menos deverá melhorar a azia (e, coincidência ou não, a verdade é que hoje, pela primeira vez em meses, não senti azia após o pequeno-almoço).
Também noto, desde ontem, que caminhar é que já não está tão fácil - tenho que andar mesmo devagarinho senão sinto uma pressão enorme, como quando já temos a bexiga cheia há muito tempo e estamos a aguentar tanto o xixi que até já dói.
Agora vou ter que esperar pela ecografia daqui a 2 semanas para confirmar :)

Friday, 2 August 2013

As nossas vizinhas

Esta beldade e outras semelhantes instalaram-se no lado de fora das nossas janelas e na nossa varanda há uns meses atrás, quando os dias mais frios foram embora.
Vimo-las a crescer desde pequeninas até ficarem nestas vacas gordas!


Normalmente, só as vemos à noite. E esta manhã, quando acordámos, reparámos que deixámos aberta a porta da sala que dá para a varanda!! *pânico*

Gotta love this soundtrack!

Para o meu jeitoso, que faz questão de me lembrar que está sempre presente, mesmo quando ausente fisicamente**


Thursday, 1 August 2013

Consulta com a verslokundige

Lá fui esta manhã a nova consulta com a verslokundige, de modo a falarmos sobre o resultado das ecografias que fiz com o médico no hospital.
Ela ficou super-satisfeita com os resultados que mostram que a bebé está a crescer normalmente. E reforçou que cada bebé é único e que as medidas standard servem apenas como indicação. O médico está satisfeito, a verloskundige está satisfeita e nós também estamos satisfeitos com os resultados.
Tal como das outras vezes, mediu-me novamente a pressão arterial (que estava perfeita) e ouviu o batimento cardíaco da bebé. Tudo óptimo!
Também apalpou-me a barriga - a bebé deve encaixar-se na pelve por volta da 36ª semana mas isto não é uma ciência exacta. No entanto, a verloskundige diz que parece que ela já está a descer :)
Perguntou-me ainda se estou a "sobreviver" bem ao calor e aconselhou-me a ficar por casa nestes dias mais quentes de modo a evitar o desconforto provocado pelo calor.
Marcámos consulta para daqui a 2 semanas mas disse-me para confiar no meu instinto e não hesitar em ligar no caso de sentir que alguma coisa não estava bem.
E, no caminho de regresso a casa, ainda tive a companhia desta família numerosa - com uns pais muito protectores a me ameaçarem perante a aproximação das crias curiosas :)




Wednesday, 31 July 2013

35ª semana

O tempo parece voar ultimamente e nem nos temos lembrado de  tirar fotos do evoluir da barriga.
Então aqui fica uma fresquinha desta manhã, tirada mesmo antes de sair de casa, no início da 35ª semana.
E, de repente, já falta tão pouco!!



Sobre ser emigrante

Li isto ontem e percebi que há muita coisa nova na minha cidade. Muitas lojas, cafés e restaurantes podem ter fechado desde que vim para a Holanda mas também vou ver muita novidade da próxima fez que lá for. Porque a vida continua na nossa ausência, o mundo não estagna.
Ontem também estivémos com amigos da terra que tinham acabado de regressar de uma semana de férias na Madeira e que nos confidenciaram que foi óptimo estar lá mas que nos últimos dias já queriam mesmo era regressar a casa, cá.
E dou por mim a pensar que será certamente assim das próximas vezes que lá for. Porque quando estamos fora da nossa terra, o saudosismo tolda-nos a memória e esquecemos dos motivos que nos levaram a querer sair de lá. Aos poucos, ficam apenas as recordações das coisas boas que deixamos para trás… a família, os amigos, o cão, o bom tempo, a boa comida, a facilidade na comunicação, a proximidade geográfica local, o já conhecermos os cantinhos à casa. O resto cai no esquecimento e vamos criando esta imagem idealística daquilo que já não temos. Até que vamos lá de férias e aí já não dá para fazer a separação das águas – somos confrontados com o melhor e com o menos bom da nossa terra. Aí, sentimos que já não nos identificamos com muita coisa dali, que aquela não é a nossa realidade. Senti isto de cada uma das vezes em que regressei à Madeira depois de ter vivido algum tempo fora. Se é verdade que, quando saimos de lá, há um primeiro impacto cultural ao qual temos que nos adaptar, não é menos verdade que a situação inversa também acontece ao regressamos. E, pelo menos no meu caso, esta última custa muito mais pois sinto sempre que estou a regredir, que dei um passo para a frente para depois dar 2 para trás. Sinto falta de uma mentalidade mais aberta e, sobretudo, da multiculturalidade – esse conceito de diversidade que me fascina desde miúda, desde que comecei a viajar e descobri que há muito mais para absorver por esse mundo fora – sensações e experiências de vida que nem a tv, nem os livros nem a internet podem me proporcionar. Aliás, agora reconheço que só passei a entender e a praticar o verdadeiro sentido da palavra "tolerância" graças a esta vivência. E não, não é saindo de Portugal em férias que consigo isso; a experiência nunca é a mesma, a superação dos desafios pessoais não é minimanente comparável, nem o envolvimento cultural.
Este é e sempre foi o meu desassossego. Tenho amigos que não compreendem porque não páro quieta na ilha – e eu não compreendo como é que eles podem passar lá uma vida inteira (pessoas com tanto potencial mas que se deixam ficar a definhar - são eles mesmos a dizer que querem e precisam sair de lá mas esse passo é sempre adiado por algum motivo que, para eles, parece ser uma força maior) com tanta coisa que há para ver e viver por esse mundo fora.
E assim continuarei com o saudosismo da minha terra, com as minhas recordações idealísticas, na contagem decrescente para as férias, quando poderei minimizar temporariamente esta falta daquilo que não tenho.

Monday, 29 July 2013

2ª ecografia no hospital

Hoje fui fazer uma segunda ecografia no hospital, seguida de consulta com uma médica, de modo a avaliar o crescimento do feto.
Conclusão: a Maria pode não ser uma bebé muito grande mas está a crescer normalmente e já tem praticamente 2 kg :)
Assim, posso continuar a ser acompanhada pela verloskundige até ao final da gravidez em vez de passar a ser acompanhada por um médico - e confesso que isto agrada-me pois estou muito satisfeita com o acompanhamento que tenho tido ao longo da gravidez. Mas vou voltar lá para mais uma ecografia daqui a 3 semanas só mesmo por precaução.
Durante a consulta com a médica, aproveitei para perguntar se era normal, de vez em quando, não sentir os movimentos do bebé durante o dia todo - normalmente, quando acordo, já estou a sentir a Maria "aos pontapés" e continuo a senti-la a mexer ao longo do dia. Mas na passada Sexta, népias. Tentei não entrar em paranóia e lá pela hora do jantar lá a Maria começou na sua ginástica habitual e tudo voltou "ao normal".
A médica achou que não devia ser nada mas mesmo assim sugeriu fazer um teste da vitalidade fetal de modo a observar o batimento cardíaco da bebé. E foi assim que fiquei a ouvir o coraçãozinho da Maria durante meia hora e digo-vos que aquela coisinha pequenina a bater tão forte e tão rápido só me fazia lembrar o som de um cavalo a galope pelos campos!
E mais uma vez, a conclusão foi que estava tudo normalíssimo e não tenho motivo para preocupações :)

Sunday, 28 July 2013

Visita guiada ao hospital

Ontem à tarde fomos fazer a visita guiada à unidade neonatal do St. Antonius Ziekenhuis - e mais uma vez ficámos boquiabertos só pelo percurso do parque de estacionamento até à recepção do hospital!... Quem disse que os hospitais têm que ser locais deprimentes?
Dirigimo-nos à  unidade neonatal onde já se encontravam a enfermeira (muito simpática) e dois casais holandeses. Ao longo da visita, as explicações eram dadas em holandês mas depois ela virava-se para nós e fazia um breve resumo em inglês - até que já vamos apanhando algumas coisas em holandês mas esta mulher falava mesmo rápido!
Visitámos o quarto onde é feito o parto (onde temos wc privado com duche, tv e ainda a possibilidade de colocar música a nosso gosto para relaxar - se bem que não me parece que na altura vá querer saber de ver tv nem de ouvir música - e onde tudo parece ter sido feito de modo a que a parturiente possa se sentir o mais perto possível de um ambiente familiar); o quarto com banheira de banho no caso de querermos ir um pouco para a água de modo a aliviar as dores das contracções; e ainda o quarto do pós-parto. Notei também que havia sempre o cuidado de ter um espaço de modo a incluir o pai (ou outro acompanhante escolhido para a altura do parto) e a pensar no conforto deste - como um pequeno sofá que dá para abrir no caso deste passar lá a noite e querer dormir.
Foi uma visita muito positiva e saimos de lá extremamente satisfeitos com a escolha do hospital!

Saturday, 27 July 2013

Indiano no Oudegracht

Fãs incondicionais de comida indiana, ontem fomos experimentar o Indiaport, um restaurante indiano à beira do Oudegracht.
Tinhamos feito reserva mas ainda assim tivémos que esperar uma meia hora pela mesa. Sexta-feira ao fim do dia... Calor... Acho que nestes dias todos os restaurantes/cafés que tenham esplanada estão a abarrotar, independentemente da qualidade! E aquela história de que os holandeses não gostam que se "faça sala" nos restaurantes quando já terminámos a refeição - acho que isso não se aplica nestes dias de bom tempo porque ninguém está com pressa para ir a lado nenhum.
O pessoal do restaurante foi super atencioso e trouxeram-me uma cadeira para não ficar à espera em pé (estava muito quente para esperar dentro do restaurante!).
E a comida também estava muito boa! Sou daquelas pessoas que gosta de experimentar sabores diferentes mas, quando toca a comida indiana, há um prato que não pode faltar à mesa: o saag gosht de carneiro - uma carne macia que quase se desfaz num molho de espinafres e especiarias. Também pedimos (porque vimos em várias mesas e aquilo tinha mesmo bom aspecto!) um mix grill - e que se revelou uma óptima escolha. Restaurante aprovado! :)



Friday, 26 July 2013

Dispensava mais esta...

Ora a novidade da semana passada foi o aparecimento de herpes zoster - que é decorrente da reactivação do vírus da varicela em latência em adultos e pacientes imunocomprometidos (como é o caso das grávidas).
Começou no início da semana com uma ligeira erupção na pele, no fundo das costas, e que a princípio associei ao calor extremo que se fazia sentir (não seria a primeira vez que sofro de reacções cutâneas devido ao calor). Na 3ª Feira, comecei a sentir uma dor nevrálgica na perna direita (que, de início, nem associei uma coisa à outra) e no dia seguinte já tinha as mesmas borbulhinhas na perna.
Como é melhor prevenir do que remediar, na 5ª Feira de manhã decidi ligar para o huisarts e tive consulta para o mesmo dia  à tarde.
A médica identificou imediatamente o problema e receitou-me um creme anti-viral, cuja receita enviou para a farmácia através do sistema informático.
Dirigi-me à farmácia para levantar o creme mas, como a médica ainda não tinha inserido a receita no sistema e não ia poder levantar no dia seguinte (a farmácia fecha às 17h e só chego a casa pelas 18h), então informaram-me que a medicação seria entregue na minha residência (a morada consta da minha ficha na farmácia) no dia seguinte entre as 18h e as 22h. E na 6ª Feira, quando fui à caixa do correio perto das 20h00, lá estava um pacotinho com o creme e respectiva posologia. Gostei :)
Não apreciei muito foi o facto das malditas borbulhinhas terem continuado a se propagar pela minha perna durante os dias seguintes - e as dores que aquilo provoca, senhores! Nunca pensei... Parecia que tinham me dado uns valentes pontapés na zona da nádega até a virilha e sentia como se tivesse ficado com umas grandes nódoas negras!
Mas como continuava a alastrar e a dor era cada vez maior (ao ponto de já mal conseguir dormir) e estar também se tornar cada vez mais difícil encontrar uma posição confortável (deitada ou sentada), na 3ª Feira voltei ao huisarts para nova consulta.
Mas não há muito a fazer: demora mesmo entre 2 a 3 semanas a passar, é normal que ainda esteja na fase de alastrar um pouco, a dor também é mesmo assim (e como estou grávida apenas posso tomar paracetamol para as dores. Apenas aconselhou-me a comprar um outro creme, desta vez para ver se as vesículas secam mais rápido.
E está a começar a passar - thank God!
Parece que conforme as vesículas vão secando, a dor começa a diminuir. Talvez mais uma semana e pouco e livro-me disto...

Wednesday, 24 July 2013

Sooooo sleepy...

Os primeiros a tirar-me o sono foram o desconforto da barriga grande e as frequentes idas ao wc durante a noite.
Depois veio o calor infernal, mesmo durante a noite.
E para ajudar à festa, agora tenho um problema na pele (tou com demasiado sono para tar a desenvolver isto agora) desde a semana passada.
Resultado, ando a dormir tão pouco (não durmo nem deixo o jeitoso dormir bem pois estou sempre a me levantar) que passo o dia tipo zombie no trabalho. Ainda me aguento de manhã, embora bocejando o tempo todo. Mas depois do almoço é que fica mesmo complicado manter os olhos abertos! Só me apetece jogar-me para um canto e deixar-me ficar por ali mesmo a dormir...



In the office: descontração à holandesa

Há que admirar certas coisas nos Holandeses e uma delas é o facto de não serem adeptos da formalidade desnecessária.
Isso vê-se perfeitamente, por exemplo, no ambiente descontraido que se vive no escritório. Nestes dias mais quentes, volta e meia anda alguém descalço pelo escritório. Sei que na empresa onde o jeitoso trabalha também é comum "estacionar" os sapatos debaixo da secretária, independentemente da altura do ano.
Aliás, desde que nos mudámos para cá, praticamente deixámos de passar roupa a ferro. Se na empresa onde estava a trabalhar antes o ambiente era um pouco mais formal (regras internas da empresa), nas empresas onde trabalhamos actualmente ninguém liga a isso.
Além do mais, os Holandeses não são fãs das hierarquias e estatutos no local de trabalho - o "Sr. Dr." e o "Sr. Eng." não moram aqui (thank God! como detestava esses títulos ridículos e ainda detestava mais ouvir aquele "Dra. Angela" para aqui e "Dra. Angela" para ali); todos tratam-se por "tu"; o espaço de trabalho, equipamento e até as cadeiras (a quantas discussões já assisti, em diferentes empresas, por causa de uma cadeira!) são exactamente iguais para todos independentemente da posição que ocupam na empresa.
Ah, e até a empresa onde o jeitoso trabalha é uma daquelas pet friendly companies, onde volta e meia alguém leva o cãozinho para passar lá o dia :)
E noto a mesma informalidade, por exemplo, quando vou ao médico: nem mesmo nas consultas no hospital se os médicos usam a característica bata branca - normalmente vejo-os com roupa bem informal e isso agrada-me.

Tuesday, 23 July 2013

HOT!! - part 2

Aparentemente está calor demais até para os Holandeses!
E por isso mesmo, hoje pouco depois das 14h, os meus supervisores vieram dizer-nos que fossemos para casa logo que tivéssemos o trabalho mais importante/urgente feito. Sim, porque para esta gente não há condições para trabalhar assim e o bem-estar individual vem primeiro.
Eu acabei por ficar o resto da tarde no escritório na mesma, à espera da minha "boleia" para casa. Até podia ter ido de comboio mas só de pensar no calor que está lá fora...! Ao menos no escritório tenho a ventoinha a fazer-me companhia ;)

Monday, 22 July 2013

HOT!!

31°C durante o dia. Ainda 29°C pelas 20h... 27,5°C dentro de casa.
Não quero ser ingrata, sei que passei a primeira metade do ano a implorar por dias mais quentes. Mas depois deste fim-de-semana, o escritório parece-me o lugar mais agradável do mundo!


Friday, 19 July 2013

Kraamzorg

Ontem tivémos em nossa casa a representante da kraamzorg escolhida por nós - que é a assistência à maternidade providenciada cá na Holanda, tendo em conta que, se tudo correr bem com o parto, já estarei em casa com a bebé poucas horas depois para a recuperação.
Os holandeses entendem que um hospital não é propriamente um hotel, pelo que estadias desnecessárias devem ser evitadas de modo a cortar custos. E, mais uma vez, entra aqui a mesma linha de pensamento que defende que gravidez e parto (desde que decorram dentro daquilo que é considerado saudável/natural/normal) não são doenças pelo que a parturiente pode e deve recuperar em casa.
Assim, foi-me dado um número de telefone para ligar assim que for informada da minha alta hospitalar após o parto, de modo a que a kraamverzorgende se dirija a minha casa e inicie os seus serviços.
Aparentemente, deveriamos usufruir deste serviço de assistência especializado (coberto pelo seguro de saúde) durante 49 horas, distribuidas ao longo dos dias seguintes ao parto. Mas tendo em consideração o facto de que não falo holandês, foram acrescentadas mais 12 horas na eventualidade de ficarem dúvidas por esclarecer devido a alguma possível falha na comunicação em inglês.
kraamverzorgende irá então providenciar toda o apoio necessário com o bebé (desde a ajuda inicial com a amamentação até ao banho), pesando e medindo o bebé todos os dias de modo a avaliar o seu crescimento. E estará lá também para ajudar-me com a limpeza e cicatrização de eventuais pontos.
Da nossa parte, temos que cumprir com todas a normas de saúde e segurança como, por exemplo, garantindo que a minha cama tem uma altura entre 70-80 cm (para o efeito, teremos que alugar suportes para os pés da cama) de modo a não trazer-lhe problemas nas costas.
Também revimos a lista dos items recomendados a ter já em casa para a chegada do bebé.
Entre outras coisas, falou-me igualmente no kraampakket - uma caixa normalmente enviada pela seguradora com vários produtos que serão necessários a seguir ao parto, tanto para a mãe como para o bebé. Hoje já liguei para a seguradora - apenas tenho que enviar-lhes um email a solicitar a entrega da caixa em casa.
Mais uma vez, pareceu-me tudo muito bem organizado e esclarecido e estamos satisfeitos com este procedimento.

Saudadinha

Esta noite sonhei com a Xica da Silva, a minha canídea traquinas que ficou com os meus pais. A Xica já tem uns 9 anos e meio mas continua tão traquinas como dantes!
E de repente bateu uma saudade enorme daquela companhia insubstituível...
Volta e meia, quando falo com os meus pais através do Skype, também "falo" com ela - assobio, chamo pelo nome... e logo a Xica espeta as orelhinhas e começa a farejar e a olhar à volta à minha procura. E aí ainda se me aperta mais o coração.
Mas sei que ela está bem em casa dos meus pais, onde tem espaço para correr e fazer o que bem entender, faz as suas sestas no sofá com a minha Mãe e ainda vai dar umas voltinhas de carro com o meu Pai. O que não invalida que bata esta saudadinha de vez em quando...

Foto de 2008

Tuesday, 16 July 2013

33ª semana

Com a entrada nas 33 semanas, ter uma boa noite de sono começa a ser algo cada vez mais raro. Algo tão simples como virar-me na cama tornou-se numa acção complicada e morosa. E se há noites em que, por algum milagre, consigo dormir várias horas seguidas e só acordo 2 vezes para ir ao quarto-de-banho, na maior parte das noites levanto-me a cada 2 horas - devem ser já os treinos para quando a Maria nascer!
A chegada do calor trouxe uma outra novidade ocasional - os pés inchados. Mas para este mal descobri bom remédio: chegar a casa e mergulhar os pés numa bacia com água fria e um punhado de sal marinho. Funciona que é uma maravilha e, após uns 15-20 minutos, fico com uma sensação maravilhosa de pés leves :)
E se, por um lado, a minha vontade de me levantar cedo e ir trabalhar é cada vez menor (até porque o meu volume de trabalho desceu consideravelmente com a implementação do novo sistema no início deste mês e desde a semana passada que vejo-me quase sem nada para fazer) por outro lado, penso que é melhor ir trabalhar do que passar os próximos 2 meses aborrecida em casa!
Quanto ao meu andar, bem... já não dá para disfarçar: it's penguin style from now on :)
Aliás, esta devo ser eu a andar pela casa daqui a 1 mês:



Monday, 15 July 2013

Ecografia com o médico

Uma semana após a ecografia feita com a verloskundige para avaliar o crescimento do bebé, dirigi-me ao St. Antonius Ziekenhuis para uma consulta com o médico ginecologista para fazer nova ecografia.
A conclusão do médico é que a Maria não é uma bebé muito grande mas como é activa, a quantidade de líquido amniótico é normal e o tamanho do cordão umbilical também se encontra dentro do que é considerado normal, então não deve haver motivo para preocupações. Mas só para ter a certeza, volto lá daqui a 2 semanas para nova ecografia de modo a observar o desenvolvimento fetal. Desde que o bebé continue a crescer, está tudo bem :)
Aproveitei para perguntar pelas visitas guiadas ao hospital, já que é lá que vou ter o bebé e vou tentar agendar a visita para o final deste mês.

Sunday, 14 July 2013

Compras, arrumações e dogsitting

Foi assim este fim-de-semana, em poucas palavras.
Já andava há mais de 1 mês para ir comprar roupa para mim mas a minha pachorra para perder um (precioso) dia de fim-de-semana nas compras era muito pouca ou nenhuma. Mas com a entrada no 8º mês da gravidez já não dava para ir me safando com camisolas de tamanho grande pois a barriga já teimava em aparecer. E como ainda não conheço bem os "cantinhos" todos das lojas no centro de Utrecht nem faço ideia onde encontrar roupas para futuras mamãs, decidi ir às compras em Amsterdão.
Foi uma boa desculpa para lá voltar ;) Passámos lá uma tarde inteira, e como chegámos à hora do almoço, começámos por ir comer alguma coisa mesmo ali por perto. Decidimos ir ao New Dorrius, o restaurante do Crowne Plaza situado junto à Centraal Station - e comemos um hamburguer fantástico com uma carne soberba! E o resto da tarde foi passado nas lojas ali mesmo da Nieuwendijk - e senti-me em casa outra vez! Desde as lojas às quais já conheço bem os cantos todos e sei exactamente onde me dirigir ao cheiro familiar ao passar em frente às coffeeshops.
Neste fim-de-semana também demos mais um avanço nalgumas coisas que estavam pendentes cá em casa e lavei mais uma quantidade de roupinhas da Maria. Tenho a sensação de que, após aquele carregamento que veio de Portugal, a casa encontra-se numa bagunça permanente - por mais que arrume, tem sempre alguma coisa espalhada por aqui ou por ali à espera de ir parar ao seu devido lugar. Mas só temos 2 dias livres por semana e também precisamos de tempo para nós e para descansar... tenho que ir repetindo baixinho que isto é para ir fazendo aos poucos que é para não começar a puxar pelos cabelos com esta bagunça!
E hoje ainda estivémos a fazer dogsitting aos 2 cães dos nossos vizinhos! Aproveitámos o tempo agradável e fomos até Katwijk aan Zee passear pela praia :)



Ehehehehh! Nada como um bom passeio para cansá-los
e ficarem calminhos o resto da tarde ;)

Thursday, 11 July 2013

Custos com a chegada do bebé

Isto de viver na Holanda tem as suas vantagens – as nossas despesas com o quarto do bebé e afins têm sido muito reduzidas até agora.
Ao contrário daquilo que via em Portugal, em que se gasta uma pequena fortuna para comprar tudo novo (seja para o bebé, seja para as crianças em idade escolar), os holandeses têm por hábito dar e/ou vender aquilo de que já não precisam. E outros expats que vivem na Holanda vão adquirindo o mesmo hábito.
Foi assim que, por mero acaso, vi num grupo do Facebook que um casal de portugueses que mora em Lelystad tinha um conjunto de alcofa, carrinho de passeio e maxi-cosi de que já não precisam e perguntavam se alguém estava interessado – junto com isso, ainda nos deram o saco muda-fraldas, uns conjuntos de lençóis para berço, cobertores, fraldas, algumas roupas e brinquedos.
Do mesmo modo, a minha supervisora disse-me que ainda tinha o parque do filho de que já não precisava – era só passar por casa dela para ir buscá-lo.
O berço, comprámos em 2ª mão por cerca de um terço do preço, através de um site holandês, a um casal que vive no centro de Utrecht. E só pagámos pelo berço porque achei aquele modelo específico prático pois dá para transformar em cama – caso contrário, também haviam outros berços usados e em boas condições para dar a quem desse jeito.
Comprámos, isso sim, um roupeiro novo para as roupas da Maria mas apenas porque aqueles que encontrava à venda em 2ª mão (por preços bem acessíveis até) já estavam armados, o que dificultava o transporte.
No outro dia, um colega que tem uma menina pequenina, abordou-me na cantina para dizer que ainda tinha em casa a cadeira onde a mulher dava de amamentar à filha; não a usavam mais e perguntou-me se eu já tinha uma e se estaria interessada.
Outra vez, fui à pedicure (creio que era apenas a 3ª vez que lá ia e nem falamos muito porque a senhora não se sente muito à vontade a falar em inglês) e mal cheguei disse-me logo que tinha estado a dar uma arrumação no armário e encontrou a bomba tira-leite; estava ela a pensar quem conhecia que pudesse dar-lhe uso e lembrou-se de mim – é só esterelizá -la e está pronta a ser usada.
E é assim que funciona neste país, onde o salário mínimo nacional roça os 1.500 euros mensais mas ninguém atira dinheiro ao ar nem compra algo só porque o vizinho também tem ou por pura ostentação. Aliás, noto mesmo uma expressão de satisfação (diria até quase de felicidade) no rosto das pessoas quando nos dão estas coisas; parecem sentir-se genuinamente bem com esta “transferência” de bens.
Chamem-nos forretas mas estes valores são importantes para nós e é com base neles que queremos educar a Maria: não viver para as aparências, não ser materialista, não querer mostrar o que não se tem ou não se precisa ter. Não, não se trata de nenhuma lavagem cerebral depois de quase ano e meio de Holanda – já partilhávamos esta linha de pensamento antes de nos mudarmos para cá, apenas não conheciamos muita gente na Madeira que a partilhasse (especialmente na prática). Aqui, o lema não é gastar enquanto se tem mas sim poupar o que se tem. E não porque se tenha pouco. Os mais ricos gostam tanto das promoções no supermercado quanto os menos ricos. É uma questão cultural.