Demorou, mas chegou.
Consegui um emprego que corresponde às minhas expectativas. É na minha área de trabalho e será um grande passo em frente na minha carreira.
Durante o tempo em que estive activamente à procura de emprego, apercebi-me de mais um exemplo da hipocrisia dos Holandeses. São muito a favor da vida familiar, sim senhor. E é uma sociedade que vê positivamente o facto de uma mulher fazer uma pausa na carreira para se dedicar aos filhos, pois sim. Mas depois às empresas não lhes agrada ver pausas superiores a 3 meses nos CV's! E isto foi-me dito directamente numa agência de recursos humanos.
Enfim, mas se calhar valeu a espera; a posição é excelente, mais uma vez numa área nova, e vou aprender imenso nesta empresa.
A posição ficou vaga pois a pessoa que a ocupava "teve uma oferta irrecusável" de outra empresa - palavras da própria.
Ora, na minha opinião já trataram de arranjar alguém para a substituir demasiado tarde. Basicamente, ia ter 7 dias para formação/hand over. Até que no 3° dia, a minha querida antecessora comunica à empresa que decidiu gozar os dias de férias que ainda não tinha tirado e que só trabalhava mais 1 dia.
E foi assim que, de repente, passei de uma espécie de formação dada por alguém que até percebia muito daquilo mas não tinha jeito nenhum para explicar as coisas e cujo sentido de organização ainda me deixava mais confusa, para uma tarde e uma manhã de um pseudo hand over, feito em cima do joelho, como nunca vi nada igual.
E eis que, no meu 5° dia na empresa, vi-me sozinha com um monte de coisas em atraso, chuva de emails a perguntar por isto e por aquilo (sim, porque para ajudar, a minha querida antecessora esteve em casa com uma gripe durante ums semana e meia mesmo antes de eu começar, pelo que tinha o trabalho todo em atraso) e completamente perdida no meio daquilo tudo.
Ao fim de quase 3 semanas, o meu dia-a-dia tem se resumido a "tapar buracos", ligar a este e àquele para tentar descobrir como se faz isto e aquele outro, tentar descobrir a quem devo ligar para obter essas informações, perder tempo a ler histórico de emails a ver se percebo o que tenho à minha frente e se evito repetir informação que já havia sido dada ou solicitada antes da minha entrada na empresa.
Sim, porque isto de não fazer parte de uma equipa torna as coisas mais complicadas nestas situações pois não podemos nos virar para o colega do lado quando temos uma dúvida, simplesmente porque ele não existe.
Mas aos poucos vou chegando lá. Não esperava certamente um regresso tão caótico ao mundo do trabalho mas lá vou aprendendo com as cabeçadas que vou dando e com o apoio de parceiros externos que têm sido solidários para com a minha actual situação e respondido a todas as minhas (infindáveis) perguntas.
Entretanto, a empresa também arranjou uma consultora que tem vindo uma vez por semana para me dar apoio (à semelhança do que aconteceu com os meus dois antecessores na empresa).
E sim, mesmo com este começo stressante, sinto que vou gostar disto!
E sim, mesmo com este começo stressante, sinto que vou gostar disto!






























