Wednesday, 1 July 2015

Tot ziens De Meern

Esta manhã, quando saí de casa, dei por mim a pensar que não passaria por ali nos próximos tempos.
Quis apreciar bem a paisagem em meu redor. O canal onde conhecemos novas famílias de cisnes nas últimas 3 Primaveras, onde vinha com a Maria deitar pão aos patos, a creche que acolheu a Maria tão bem e tanto ajudou no seu desenvolvimento...
Para nós, este vai ser sempre o local que viu a Maria crescer, a casa que a acolheu quando nasceu, onde passámos a ser uma família e "aprendemos" a ser pais.
Espero cá voltar com alguma regularidade, para rever os amigos claro está (obrigatório!) mas também porque não quero que a Maria se esqueça deste lugar.
Hoje, começamos um novo capítulo após 2 anos e 3 meses em De Meern.


Tuesday, 30 June 2015

Festinha de despedida da creche

Na creche onde a Maria está, é costume fazerem uma festinha de despedida quando uma criança vai embora.
Infelizmente, nem eu nem o jeitoso pudemos estar presentes, por isso pedimos a Sofia para estar lá e tirar fotos.
Foi mais um lanchinho longo do que propriamente uma festa e acho que a Maria não percebeu o motivo de tanta atenção sobre si e o porque das prendas.
Entregaram-nos o 'portfolio' dos desenhos e trabalhos manuais da Maria e ficam as fotos e recordacoes de uma creche que tem sido mesmo como uma segunda casa e segunda familia para a Maria.
Obrigada por tudo! Estamos imensamente gratos por tudo o que fizeram pela nossa filha, por todo o carinho e atencao que lhe ofereceram desde o primeiro dia. E serao sempre recordados com imenso saudosismo.


- fotos daqui a uns dias ;) -

Friday, 26 June 2015

Consulta dos 18 meses

Que tive que adiar e acabou por ser dos quase 22 meses.
Não pude deixar de achar piada à senhora que, após ter pesado e medido a Maria, perguntou-me qual é a minha altura e a do pai. Obviamente que, para os standards holandeses, a Maria, com os seus 78 cm é pequenina para a idade.
Mas fiquei mesmo abismada foi quando vi que ela "apenas" pesa 11,6 kg - nós éramos capazes de jurar que ela já tinha, no mínimo, uns bons 13 kg!

Saturday, 13 June 2015

Férias em Portugal

Decidimos ir à Madeira por 2 semanas. Já não iamos "a casa" desde Fevereiro do ano passado - quase há um ano e meio.
Temos optado por viajar pela Transavia pois é a única companhia aérea que faz vôos directos de Amsterdão para a Madeira mas desta vez quisémos experimentar ir pela TAP, fazendo escala em Lisboa.
Ora, tudo teria corrido bem não fosse termos feito pontaria para viajar num dia em que ventos fortes se tinham apoderado da ilha.
O vôo Amsterdão-Lisboa correu às mil maravilhas. A escala em Lisboa deu para esticarmos um pouco as pernas dentro do aeroporto. O problema foi quando começámos a aproximação ao aeroporto no vôo Lisboa-Funchal.
Sem possibilidade de sequer tentar aterrar, fomos desviados para Porto Santo para reabastecer. Quisémos sair lá mas não nos davam a bagagem de porão. Nova tentativa em vão de aproximação ao aeroporto de Santa Cruz e regressámos a Lisboa. Muito stress depois e lá passámos a noite, acabando por aterrar na Madeira ao fim da tarde do dia seguinte, num vôo extra que abriu especificamente para os muitos passageiros dos vários vôos da véspera que tinham ficado por terra.
A Maria portou-se como uma campeã, mesmo com tanto entra e sai de avião e tempo passado dentro do aeroporto de Lisboa, e foi elogiada por várias assistentes de bordo por ser tão bem comportada.
Depois de finalmente chegados à Madeira e com um dia de férias perdido, levámos outro dia a recuperar o sono e recarregar as baterias. Maria até fez uma sesta mais de 3 horas!
E a partir daí tem sido estar na companhia de avós, bisavós, tios, primos e amigos.
A Maria solta valentes gargalhadas na brincadeira com as primas. Andou a correr pela casa atrás de uma prima , aos pulos em cima da cama com outra prima... Teve mimos e mais mimos da família e amigos. Provou camarão e amêijoas mas não gostou. Já peixe, se mais havia mais ela comia! Foi garoupa, atum fresco em escabeche, chicharros fritos...
Fomos jantar fora com amigos e ficou acordada até às 11 horas da noite "ao estilo tuga" - uma verdadeira noitada.
Pude apaparicar um pouco as minhas sobrinhas (que já estão com 16 anos e quase 12) e dar-lhes muitos abraços para matar a saudade do corpo de senti-las junto a mim.
Aproveitei para ir à minha "antiga" cabeleireira e deixei lá 80% do meu cabelo com um bom corte.
Café "rápido" com amigas que se prolongou por uma hora - oh coisa boa!
Poder estar presente no dia do Crisma da minha sobrinha mais velha,  convívio familiar, como nos "velhos tempos".
Fomos pela primeira vez a uma aula de natação para bebés e Maria adorou aquilo; foi fantástico partilhar aquele momento com ela, ver-lhe a alegria estampada no rosto e ouvir-lhe as gargalhadas.
Mais uma vez, comoveu-me o facto de amigos (que sabemos terem uma vida bem ocupada com trabalho e filhos) fazerem questão de arranjar tempo para estarem connosco.
Descansámos pouco. Convivemos muito. Os pais mimaram-nos com algumas das nossas comidas preferidas.
Até que Maria começou a fazer febre lá pelo início da segunda semana de férias acabando por regressar à Holanda adoentada - alguma virose... já está melhor felizmente. É claro que os planos para os últimos dias acabaram por ser alterados/cancelados e, mais uma vez, acabámos por não rever todos os amigos mais chegados como queriamos. Mas não podemos reclamar, estas férias à Madeira já foram bem melhores do que as do ano passado!
E a Maria desenvolveu tanto a fala. De repente, começou a dizer uma mão cheia de palavras novas!
E notava-se perfeitamente como estas férias foram o equivalente do paraíso para ela: estarmos os 3 juntos em família, durante 2 semanas, sem horário para acordar, sem correrias de manhã, com muita brincadeira e a presença constante dos pais... Maria irradiava felicidade.
E eu também. Foi como que uma benção disfrutar tanto da presença da minha filha, após 3 meses e meio de regresso ao trabalho.
Mas mais uma vez, apercebi-me que aquele já não é o meu Shangri-La. Não consegui encontrar a beleza que outrora via sempre naquela ilha e que renovava as energias. E essa constatação voltou a entristecer-me.
Regressámos à Holanda passadas 2 semanas. Fomos 3 e regressámos 5. A Sandra e o Cristiano, amigos da Madeira, decidiram mudar-se para a Holanda e então viemos no mesmo vôo.
É bom ter novamente casa cheia por uns tempos :)

Todos os dias Maria desenhava

Novidade: correr atrás dos pombos

Na brincadeira com o primo Duarte

Tuesday, 19 May 2015

Bunik

Feriado já a chegar ao final da semana e bom tempo. Oh-la-la c'est la follie!
Combinámos com uns amigos ir passear pelo parque em Bunik.
Entrámos pelo parque infantil, a Maria andou no escorrega e ficou a observar muito os meninos maiores que pareciam ter comido 0,5 kg de açúcar a julgar pela correria e energia daquelas crianças!
Encontrámos uma mesa ao sol na esplanada e lá ficámos a recarregar as baterias.
Quando a Sofia e o Carlos chegaram, lá fomos ao nosso passeio. O parque estava cheio e sentia-se no ar a alegria e os rostos sorridentes.
A Cátia e o João vieram ao nosso encontro e lá nos embrenhámos mais pelo parque, que é enorme e merece muitas mais visitas e "explorações".
Foi uma tarde perfeita! :)



Maria descobriu uma nova iguaria: bolacha maria com humus!



Sunday, 10 May 2015

Baptizado na Holanda

Fomos pela primeira vez a um baptizado na Holanda... com missa em holandês.
A Maria estava com sono e passou a missa toda a ver músicas infantis do Youtube no telemóvel do Pai. Comportou-se bem que foi uma maravilha!
Foram baptizadas 3 crianças em conjunto, o pai de um dos meninos é músico e tocou saxofone a meio da missa - gostei, foi diferente.
De seguida fomos para a festa onde um baloiço para bebés pendurado no meio da sala fez as delícias da Maria :)





Sunday, 3 May 2015

De Haar

Sábado e sol - duas palavras que combinam tão bem!
Então lá fomos passear pelos jardins do De Haar no Sábado à tarde, com a Sofia e o Carlos, aproveitando um cartão que nos dá entrada grátis durante 1 ano por morarmos nas imediações do castelo.
Passeámos pelos jardins, deparamos com um casamento que decorria nos jardins do castelo, e finalmente estendemos as mantas sobre a relva e toca a relaxar e aproveitar aquele solzinho bom.
Maria já não se lembrava da sensação de andar descalça na relva e levou uns minutos a se habituar. Já nós, ambientámo-nos muito bem àquela tarde solarenga e de dolce far niente ;)





Sunday, 26 April 2015

Sunday brunch

Já andávamos há algum tempo para voltar a fazer um brunch. A falta de tempo, o cansaço e crianças adoentadas não o têm permitido.
Mas finalmente convidámos uns amigos para virem cá a casa para o dito cujo.
Não foi bem o brunch que tinha em mente mas aquilo que o tempo e o espaço que tinhamos permitiu. Mas o que interessa mesmo é que todos passaram um bom bocado, pais e filhos.
Pais descontraídos na conversa, filhos na brincadeira e/ou a fazer uma soneca. É engraçado vê-los aos 3, com poucos meses de diferença a separá-los, a comunicarem num dialecto que mais ninguém entende... com os pais babados a assistir. Oh happy days...!







Sunday, 19 April 2015

Dos amigos a chegar e do fim-de-semana

Tanta coisa (boa!) a acontecer!
A Sofia, grande amiga da Madeira, chegou à Holanda na 5a Feira... para ficar :)
Sábado fomos até à praia em Scheveningen. Sol (também vento como sempre), areia e early dinner na esplanada, bem ao jeito holandês.



No Domingo foi o aniversário do Carlinhos e levámo-lo a fazer karting de surpresa - bom tempo, amigos e karting, what else do we need? ;)





Lá ficou a Maria a acenar

E agora todos!

Sunday, 12 April 2015

I don't know how WE do it!...

Há um filme com a Sarah Jessica Parker que passa de vez em quando na TV: I don't know how she does it.
Basicamente é sobre uma mulher, casada e com 2 filhos, que tem uma profissão que lhe exige muito tempo e de como ela tenta se dividir entre a carreira e a família de modo a conseguir conciliar ambos.
Ora, tenho a confessar que, às vezes, dou por mim a pensar que nem sei como é que nós conseguimos!
Se já não era pêra doce criarmos um filho sozinhos enquanto eu não estava a trabalhar, agora começo a achar que devemos ter super-poderes que nós próprios desconhecemos.
É uma correria desenfreada todos os dias; uma logística bem planeada; uma rotina já estabelecida; uma ginástica aos fins-de-semana para esticar aquelas 48 horas ao máximo de modo a conseguirmos ter um bocadinho de vida social, passarmos algum tempo em família sem pressas, ida ao supermercado, arrumar a casa e, às vezes, temos a sorte de conseguirmos descansar um bocadinho; e tentamos nos socorrer da ajuda de amigos em caso de S.O.S. e rezar para que tudo corra bem.
Porque não há cá mais ninguém. Se a Maria adoece, se ligam da creche porque ela não está bem e é preciso ir buscá-la mais cedo, se um de nós tem que se ausentar por motivos profissionais, se um de nós adoece, ou até se apenas estamos hiper-mega-exaustos e só estamos mesmo a precisar de uma tarde ao fim-de-semana para descansar e recuperar as energias... enfim, não há avós, nem tios, nem primos que nos possam dar uma ajuda.
Mas ainda assim temos conseguido, sabe lá Deus como, e a nossa Maria já vai a caminho dos 2 anos, linda, saudável, carinhosa e feliz :)
Muito temos a agradecer aos amigos (vocês sabem quem são) por se terem oferecido para nos ajudar em caso de necessidade ou por terem reajustado a agenda de modo a poderem responder ao nosso grito por socorro.

Saturday, 11 April 2015

Só para que saibam...

... andámos pela primeira vez com a Maria na bicicleta, ninguém foi bater ao chão e a miúda saiu ilesa desta aventura, sem um único arranhão! Uffaaa.......

Tuesday, 7 April 2015

Páscoa

Fim-de-semana de 4 dias. Supostamente para descansarmos. Mas, de alguma maneira, o descanso acaba sempre por passar de objectivo prioritário para o final da lista.
Mas cá nos arranjamos. Deu para tratar de alguns assuntos urgentes; eu e o jeitoso tivémos tempo para nós; reencontrámos amigos; passámos tempo de qualidade em família; almoçarada no Domingo de Páscoa entre amigos...






Ah, e ontem adquirimos finalmente uma Moederfiets com o assento à frente para a Maria! (Oh dear...) Ainda não a estreei estreámos, eu e a Maria, mas só me vêm à mente tombos e joelhos esfolados e cabeças rachadas quando penso nisso! Mas lá terá que ser - quando em Roma, sê Romano... e quando na Holanda, vais andar de bicicleta com o teu filho nela e ponto final.

Thursday, 19 March 2015

19 de Março

Se não tivesse um lembrete no telemóvel, acho que não me teria lembrado que hoje é o Dia do Pai.
Na Holanda celebra-se em Junho e é essa data que agora tenho em mente. Devido à Maria. Porque será a data que ela vai conhecer, em que fará desenhos e  afins na creche para oferecer ao Pai.
O 19 de Março tenho que manter em mente só para minha referência, para ligar ao meu Pai e dar-lhe um Olá especial.
Ah, e também faz hoje 3 anos que me mudei para a Holanda.
Uau, tanta coisa que já aconteceu em 3 anos! Pelo meio conta-se 2 moradas em cidades diferentes, 3 empregos, 4 cirurgias ao nariz, 1 filha, 2 bicicletas (1 roubada). Visitas de família e amigos... já perdi a conta!
Parece-me um balanço positivo :)

Wednesday, 4 March 2015

Mãe e profissional

Eu tinha um plano para quando voltasse a trabalhar. Um plano baseado na suposição de que, nesta empresa, também seriam flexíveis com o horário de trabalho, à semelhança do que acontecia nas outras duas empresas em que trabalhei aqui. Do tipo, poder entrar às 7h30 para sair às 16h00, ou algo assim.
Acontece que na empresa onde comecei a trabalhar isso não se aplica. O horário é das 9h00 às 17h30; raramente alguém chega a horas mas também é comum sairem já depois da hora.
Por outro lado, também contava que se fosse trabalhar para "tão longe" como Amsterdão, teria um lugar de estacionamento - o que também não é o caso.
Ora, isto significa que levo cerca de 1h30 para chegar ao trabalho em transportes públicos. No total, são cerca de 3 horas perdidas por dia.
E se de manhã, conseguimos entrar os 3 numa boa rotina em que nos arranjamos, tomamos pequeno-almoço e preparamos a Maria de modo a sairmos juntos de casa a tempo de deixá-la na creche e seguirmos para o trabalho, já ao fim do dia não é bem assim.
Raramente consigo chegar a casa antes das 19h30 e, muitas vezes, a Maria já está a dormir.
Esta é a parte que está a dar cabo de mim, o mal ver a Maria durante a semana, o não estar lá para brincar um pouco com ela e dar-lhe um abraço apertado e o beijo de boa noite.
Custa. Muito. E os fins-de-semana, esses, passam num piscar de olhos.
A parte boa é que esta situação está a fortalecer a relação da Maria com o Pai. Sinto-os mais cúmplices e isso é muito bom.
Enfim, obviamente que não vamos poder continuar nesta situação para sempre. Eu não aguento este horário, a este ritmo e nestas condições por muito mais tempo.
Vamos encontrar uma solução. Uma que traga mais tempo livre para passarmos em família. Uma que também me permita passar 1 ou 2 horas com a minha filha ao fim do dia, antes de ela ir dormir.
Que saudades eu tenho dela...

Sobre o novo emprego

Demorou, mas chegou.
Consegui um emprego que corresponde às minhas expectativas. É na minha área de trabalho e será um grande passo em frente na minha carreira.
Durante o tempo em que estive activamente à procura de emprego, apercebi-me de mais um exemplo da hipocrisia dos Holandeses. São muito a favor da vida familiar, sim senhor. E é uma sociedade que vê positivamente o facto de uma mulher fazer uma pausa na carreira para se dedicar aos filhos, pois sim. Mas depois às empresas não lhes agrada ver pausas superiores a 3 meses nos CV's! E isto foi-me dito directamente numa agência de recursos humanos.
Enfim, mas se calhar valeu a espera; a posição é excelente, mais uma vez numa área nova, e vou aprender imenso nesta empresa.
A posição ficou vaga pois a pessoa que a ocupava "teve uma oferta irrecusável" de outra empresa - palavras da própria.
Ora, na minha opinião já trataram de arranjar alguém para a substituir demasiado tarde. Basicamente, ia ter 7 dias para formação/hand over. Até que no 3° dia, a minha querida antecessora comunica à empresa que decidiu gozar os dias de férias que ainda não tinha tirado e que só trabalhava mais 1 dia.
E foi assim que, de repente, passei de uma espécie de formação dada por alguém que até percebia muito daquilo mas não tinha jeito nenhum para explicar as coisas e cujo sentido de organização ainda me deixava mais confusa, para uma tarde e uma manhã de um pseudo hand over, feito em cima do joelho, como nunca vi nada igual.
E eis que, no meu 5° dia na empresa, vi-me sozinha com um monte de coisas em atraso, chuva de emails a perguntar por isto e por aquilo (sim, porque para ajudar, a minha querida antecessora esteve em casa com uma gripe durante ums semana e meia mesmo antes de eu começar, pelo que tinha o trabalho todo em atraso) e completamente perdida no meio daquilo tudo.
Ao fim de quase 3 semanas, o meu dia-a-dia tem se resumido a "tapar buracos", ligar a este e àquele para tentar descobrir como se faz isto e aquele outro, tentar descobrir a quem devo ligar para obter essas informações, perder tempo a ler histórico de emails a ver se percebo o que tenho à minha frente e se evito repetir informação que já havia sido dada ou solicitada antes da minha entrada na empresa.
Sim, porque isto de não fazer parte de uma equipa torna as coisas mais complicadas nestas situações pois não podemos nos virar para o colega do lado quando temos uma dúvida, simplesmente porque ele não existe.
Mas aos poucos vou chegando lá. Não esperava certamente um regresso tão caótico ao mundo do trabalho mas lá vou aprendendo com as cabeçadas que vou dando e com o apoio de parceiros externos que têm sido solidários para com a minha actual situação e respondido a todas as minhas (infindáveis) perguntas.
Entretanto, a empresa também arranjou  uma consultora que tem vindo uma vez por semana para me dar apoio (à semelhança do que aconteceu com os meus dois antecessores na empresa).
E sim, mesmo com este começo stressante, sinto que vou gostar disto!

Friday, 27 February 2015

Birthday drinks and pie

Ora como o dia do meu aniversário callhou numa 3° feira, pensei em reunir alguns amigos para comemorar.
Para mim, o melhor dos aniversários, é reunir família e amigos para celebrarmos juntos esse dia. Nem sempre tem sido possível. Dadas as circunstâncias, a família não pode estar presente. Mas os amigos sim :)
E este ano, com a correria causada pelo regresso ao trabalho, optei por reunir os amigos mais chegados no Buurten in de fabriek pois não houve tempo para preparar nada em casa.
Acontece que aquela virose maldita ainda anda por aí a atacar forte e feio o estomago e entranhas do pessoal! Resultado, metade das pessoas estava doente ou tinha os filhos doentes e não pode comparecer.
Foi então a outra metade que estava "saudável" e passámos uma tarde bem agradável na conversa, entre cervejas, café e tartes (aparentemente o cheesecake ali é qualquer coisa divinal e todos ficaram fãs).
Tinha escolhido aquele local especialmente porque em princípio vinham várias crianças/bebés e ali tinham uma área infantil bem agradável para os putos não se aborrecerem. A Maria gostou :)
Obrigada a todos os que vieram, tendo vindo de longe só para passarmos aquele bocadinho juntos - foi muito bom mesmo!
E espero que entretanto o resto do pessoal já esteja recuperado (pelas notícias que tenho recebido, vão recuperando lentamente) e fiquem a saber que a vossa ausência foi sentida.




And some of "Maria's moments" :)

Thursday, 26 February 2015

Os Holandeses e as regras

Com esta coisa de voltar a viajar de comboio, tenho tido a oportunidade de voltar a observar comportamentos típicos dos holandeses que já havia esquecido.
Como a fixação com as regras
Às vezes viajo, por mero acaso, na carruagem no comboio que diz "Silêncio". E quando os holandeses dizem "silêncio", é mesmo isso.
Nada de falar ao telemóvel naquela carruagem, nem de conversar com a amiga do lado, nem de estar a ouvir música muito alta com os headphones. É que aí começam os olhares recriminadores; e lançam um primeiro olhar, e um segundo já mais zangado, e um terceiro já possessos, até que se segue um "shhhhh" ou um dedo acusador a apontar para a palavra "Silêncio" escrita nas janelas da carruagem ou até podem sair umas palavras menos simpáticas.
Ah, e isto vindo de pessoas que estão a ouvir a sua musiquinha com heaphones também... mas aparentemente, até o bater das asas de uma mosca seria capaz de incomodá-las naquela carruagem. Porque lá diz "Silêncio". E as regras são para serem respeitadas!


Tuesday, 24 February 2015

Happy birthday Angela!

Bem, só posso dizer que já tive aniversários melhores...
Para além de ter passado o dia todo a trabalhar, parece que anda aí uma virose qualquer que me apanhou hoje e passei o dia indisposta.
O melhor do dia foi mesmo ter recebido esta flores do jeitoso e da Maria - sim, também foi prenda da Maria pois, pelo que me constou, foi ela que as escolheu (parece que a borboleta foi um factor determinante na escolha!).


Monday, 9 February 2015

Sobre ser Mãe a tempo inteiro

Este primeiro ano em casa com a Maria foi uma benção e, ao mesmo tempo, das coisas mais exigentes que já fiz na minha vida.
O meu contracto de trabalho na empresa onde estava a trabalhar antes da Maria nascer terminou pela altura em que entrei em licença de maternidade. Aqui na Holanda, a licença de maternidade é de cerca de 3 meses. Com um membro da equipa a sair e outro de baixa, contactaram-me ao fim desse tempo para saber se estava interessada em voltar para a equipa já que iam ter que contractar alguém. Ora, eu não fui capaz de colocar a minha bebé - tão pequenina, tão indefesa, ainda a sofrer com tantas cólicas - assim, de repente, o dia todo, 4 ou 5 dias por semana, num infantário. Na altura, era algo completamente inconcebível para mim. E também estava a sentir-me tentada pela ideia de ficar com a Maria durante o primeiro ano - algo perfeitamente normal aqui e aceitável pelas entidades patronais, nenhuma mulher fica "mal vista" por fazer uma pausa na carreira profissional de modo a poder dedicar-se aos seus filhos.
Acho que foi só aos 5 meses que pudémos dizer que estávamos finalmente livres das malditas cólicas. Por essa altura também fizémos 2 viagens em família, pelo que foi apenas a partir dos 6 meses da Maria que comecei lentamente à procura de novo emprego. Estávamos em Março.
Apesar do que os Holandeses dizem, continuo a achar que existem muitas ofertas de trabalho, incluindo na minha área. Contudo, vi-me muito limitada na minha procura de emprego pois muitas das empresas exigiam conhecimento da língua holandesa, a par do inglês. Os meus conhecimentos de holandês são muito básicos pelo que nem me candidatava a essas ofertas de emprego.
Por outro lado, estar sentada em frente ao pc à procura de emprego com uma bebé em casa é uma tarefa ingrata. Muitas vezes tive que desistir porque a Maria queria atenção ou brincadeira ou porque tinha uma fralda para mudar ou estava na hora de comer. À noite, quando ela já dormia, estava demasiado cansada para me concentrar em frente ao pc - e também queria passar algum tempo de qualidade com o jeitoso ao fim do dia.
Depois, havia sempre as chamadas perdidas para discutir o meu cv, falar sobre uma determinada posição a que me tinha candidatado ou marcar uma entrevista pois achavam de me ligar justamente quando estava a adormecer a Maria ou a trocar-lhe a fralda ou lá o que fosse. Ah, e também houve entrevistas inciais ao telefone com a Maria ao colo, por vezes choramingona - o que vale é que, como já disse anteriormente, as pessoas aqui são muito compreensíveis e muito a favor da vida familiar.
Foi quando a Maria tinha uns 9 meses que senti que estava na altura de pô-la numa creche. A Maria adora bebés e outras crianças e via que ela estava a precisar dessa interacção. Tinhamos decidido que a Maria apenas iria para a creche quando eu encontrasse um emprego. As creches são absurdamente caras na Holanda, tornando-se muito mais acessíveis quando recebemos o apoio do Estado - mas para isso, a informação que eu tinha na altura era de que ambos os pais têm que estar a trabalhar pois o Estado Holandês entende que, se um dos pais está em casa a tempo inteiro, não existe uma real necessidade de colocar o(s) filho(s) na creche (o que mais tarde vim a descobrir que não é bem assim).
Entretando, a Maria costumava ficar cerca de uma vez por semana com uma gastouder - a oma Hennie - tendo passado a ficar menos vezes durante o Verão pois tivémos quase sempre companhia de família e amigos.
E eu continuava com a minha procura de emprego, ia a entrevistas com alguma regularidade, mas ainda nada.
Entretanto tivémos conhecimento de que, mesmo estando em casa, tinha direito a algum apoio do Estado para a Maria ir à creche e foi assim que, em Dezembro, ela passou a ir duas manhãs por semana. Era o tempo que eu aproveitava para me dedicar a enviar CV's e/ou ir a entrevistas de emprego.
Mas voltando à questão de ser Mãe a tempo inteiro, foi sem dúvida fantástico poder acompanhar o crescimento e desenvolvimento da Maria durante mais de 1 ano. Penso que em Portugal não poderia dar-me a este "luxo".
Mas também foi super exigente, tanto física como psicologicamente.
Aqueles primeiros meses em que lutámos contra as cólicas e em que passava a maior parte do dia e da noite com a Maria ao colo, a chorar e a se contorcer com aquela dores violentas, deram cabo de mim fisicamente. Também nunca mais consegui recuperar o sono perdido. Aliás, para nós não houve descanso. Não havia a possibildade de a Maria passar uma tarde com os avós ou tios ao fim-de-semana para podermos descansar, para dormirmos uma horas, para irmos jantar juntos - enfim, o que fosse.
Sabiamos que não ia ser fácil quando decidimos ter um bebé longe da família mas penso que nunca pensámos que seria tão exigente.
Costumo dizer que o meu estado normal agora é "cansada". É como me sinto. O tempo todo. Mesmo quando acordo de manhã. Às vezes sinto-me exausta, outras vezes estou "só" cansada.
E com o passar do tempo, as minhas conversas começaram a incidir maioritariamente sobre a Maria e assuntos relacionados com a bebés. E até havia muito assunto de conversa pois a maioria dos nossos amigos também tem bebés. Até que um dia, quando fomos almoçar com um casal de amigos que ainda não tem filhos, e enquanto eles e o jeitoso falavam sobre trabalho e afins, senti que já não sabia ter uma conversa "normal" por muito tempo com outros adultos, sem falar da Maria... e afins.
E repito, sublinho, enfatizo que me sinto abençoada por ter tido a possibildade de ficar em casa com a Maria durante tanto tempo mas não sou, decididamente, do "stay at home type of Mom".
Hoje recebi uma notícia que aguardava há algum tempo - tenho emprego!
Sei que vai custar inicialmente, mas espero de alguma maneira tornar-me ainda numa melhor Mãe quando começar a trabalhar.

Tuesday, 3 February 2015

De vaidosa a teimosa...

Que a minha filha é vaidosa, isso eu descobri cedo. Agora, não esperava começar tão cedo a típica discussão do "Queres vestir isso mas não fica bem com essa roupa!"
E adivinhem quem ganhou esta manhã, a poucos dias de completar 1 ano e 5 meses? A Maria, claro está.
Hoje tinha pensado num look menos girly para a Maria - sim, porque há dias em que já não posso ver côr-de-rosa à minha frente - quando ela tira esta camisola da gaveta... e não queria nem ouvir falar da camisola que lhe tinha escolhido. É que nem houve margem para distraí-la e enganá-la negociação senão já ia começar a manhã com alta birra.
E assim vesti-lhe a camisola que ela queria e voltei a guardar a que eu tinha escolhido sem piar...


Ah, depois não aguentei vê-la assim e acabei por lhe mudar as calças...