Tuesday, 28 July 2015

Girls night out

Desta vez combinamos a nossa saida de gajas em Amsterdao.
E para matar as saudades, fiz reserva no La Perla - a pizzaria que ficava junto ao nosso apartamento na Westerstraat, onde moravamos antes de nos mudarmos para De Meern.
Oh e as pizzas, essas... parecem ainda melhores do que me lembrava!
Boa comida, bom vinho, excelente companhia - que mais se quer?
Gelado italiano! Claro, tambem em memoria dos "velhos tempos", fomos comprar a sobremesa a Monte Pelmo - a gelataria italiana que fica na mesma rua... soberbo!
E no caminho de regresso a Centraal Station, fiz questao de passar em frente ao nosso ex-predio... havia luz naquele apartamento que nos traz tao boas recordacoes.
Jordaan, seras sempre a minha preferida.

Saturday, 25 July 2015

Pizza evening

Para terminar bem um Sábado cheio de sol, tivémos home made pizzas para o jantar by chef Gomes.
A Maria até teve direito a uma pizza com ingredientes escolhidos especialmente para ela :)
E que deliciosas ficaram!


Thursday, 23 July 2015

A caminho dos 2 aninhos

Como estás crescida, filha!
Estás com 22 meses e meio, a um passo de completares 2 aninhos!!
Como o tempo passa rápido meu amor... Parece que foi ainda há dias que regressámos a casa contigo nos braços, tão pequenina e frágil.
Levaste o teu tempo para começares a gatinhar; lembro-me claramente do dia em que começaste a andar sozinha pela casa sem apoio nenhum; há uns meses atrás fizeste chichi pela primeira vez no penico; este mês fizeste o teu primeiro cocó no penico; e de vez em quando já vais fazendo chichi na sanita, na creche. E já há vários meses que consegues comer sozinha com a colher e com o garfo também. Estou tão orgulhosa de ti!
Já há muito tempo que compreendes tudo o que te dizemos e já dizes tantas palavras! Ora deixa cá ver:
- mamã / papá / mãe / pai
- avó / avô
- papa
- pão
- mão
- chão
- mais
- tudo
- sim / não / ja / nee
- au-au / Xica
- mota
- carro / auto
- tchau / dag
- chichi
- caca
- pé
- sapato
- este
- aqui / ali
- água
- caixa
- chucha
- tau-tau
- ah-oh
- uau
- panqueca
- pato

E depois há aquelas palavras mais difíceis para a tua idade mas que tentas pronunciar como sabes e que nós compreendemos, como:
- bolacha
- borboleta
- libélula
- joaninha
- Maria

E as engraçadas, em que trocas as sílabas, e dizes "musso" em vez de sumo :)

Começas a compor frases de 2 palavras: "P'ó chão"; por vezes com mistura de Holandês e Português: "Dag papá".

E ainda dizes Hi e tentas dizer de uma maneira tão cómica (e querida por não ter nada a ver) "gorgeous".

Provavelmente deves dizer mais alguma coisa em Holandês mas que nos escapa, como me parece já te ter ouvido a dizer "deze" por duas vezes.

Já brincas de faz-de-conta e pões-te a "ler" as histórias em voz alta.

És linda, filha! Linda na tua inocência, no teu amor incondicional, no teu rir, nas tuas brincadeiras, no teu dormir... 
Amo-te muito!

Thursday, 2 July 2015

Back 2 Amsterdam

Mudámo-nos!
Pois é, outra vez, e de volta para Amsterdão.
Pouco tempo depois de ter regressado ao mundo do trabalho, tornou-se claro que não podiamos continuar a viver no mesmo local - eram as 3 horas diárias perdidas em transportes públicos por não ter onde estacionar, o escasso tempo que passava com a Maria durante a semana e toda a responsabilidade de chegar à creche a tempo de ir buscar a Maria que recaía sempre sobre o jeitoso.
Pensámos em várias alternativas mas, gradualmente, foi-se tornando evidente que a única que fazia sentido era a de nos mudarmos para Amsterdão, já que é onde estão situadas ambas as empresas para as quais trabalhamos.
Não foi uma decisão fácil - o local onde vivemos é excelente para a Maria crescer, temos bons amigos por perto e, sobretudo, a Maria estava numa creche excelente e sentia um aperto no coração só de pensar em tirá-la de lá...
Mas no fim, contas feitas, o balanço seria positivo a médio-longo prazo e teriamos mais tempo para estarmos juntos durante a semana e menos correria e stress - apesar de sabermos que os primeiros tempos de adaptação poderiam não ser fáceis. E lá metemos mãos à obra!
Encontrámos um apartamento que fica sensivelmente a meio caminho para o meu emprego e a meio caminho para o do jeitoso. 
E a partir daí, seguiu-se toda uma logística de modo a conseguirmos preparar e organizar tudo, contando já com as 2 semanas de férias pelo meio, no início de Junho - desde encontrar uma nova creche a encaixotar tudo para as mudanças.
E apesar de termos tudo muito bem planeado, confesso que não sei como teriamos conseguido sem a ajuda da Sandra e do Cristiano que estão a ficar connosco, e da Sofia e do Carlos que têm vindo deitar uma mãozinha sempre que podem.
Aliás, obrigada a todos os (vários) amigos que se disponibilizaram para nos ajudar caso precisássemos, mesmo estando a trabalhar ou tendo crianças.
E pronto, depois de uns dias de muito stress e com ajuda, lá nos mudámos para a zona de Bos en Lommer, em Amsterdão.
It's good to be back Amsterdam!

Wednesday, 1 July 2015

Hot! Hot! Hot!

Depois queixem-se que não há Verão na Holanda...


Mayday! Mayday!
I'm melting!!!

Tot ziens De Meern

Esta manhã, quando saí de casa, dei por mim a pensar que não passaria por ali nos próximos tempos.
Quis apreciar bem a paisagem em meu redor. O canal onde conhecemos novas famílias de cisnes nas últimas 3 Primaveras, onde vinha com a Maria deitar pão aos patos, a creche que acolheu a Maria tão bem e tanto ajudou no seu desenvolvimento...
Para nós, este vai ser sempre o local que viu a Maria crescer, a casa que a acolheu quando nasceu, onde passámos a ser uma família e "aprendemos" a ser pais.
Espero cá voltar com alguma regularidade, para rever os amigos claro está (obrigatório!) mas também porque não quero que a Maria se esqueça deste lugar.
Hoje, começamos um novo capítulo após 2 anos e 3 meses em De Meern.


Tuesday, 30 June 2015

Festinha de despedida da creche

Na creche onde a Maria está, é costume fazerem uma festinha de despedida quando uma criança vai embora.
Infelizmente, nem eu nem o jeitoso pudemos estar presentes, por isso pedimos a Sofia para estar lá e tirar fotos.
Foi mais um lanchinho longo do que propriamente uma festa e acho que a Maria não percebeu o motivo de tanta atenção sobre si e o porque das prendas.
Entregaram-nos o 'portfolio' dos desenhos e trabalhos manuais da Maria e ficam as fotos e recordacoes de uma creche que tem sido mesmo como uma segunda casa e segunda familia para a Maria.
Obrigada por tudo! Estamos imensamente gratos por tudo o que fizeram pela nossa filha, por todo o carinho e atencao que lhe ofereceram desde o primeiro dia. E serao sempre recordados com imenso saudosismo.


- fotos daqui a uns dias ;) -

Friday, 26 June 2015

Consulta dos 18 meses

Que tive que adiar e acabou por ser dos quase 22 meses.
Não pude deixar de achar piada à senhora que, após ter pesado e medido a Maria, perguntou-me qual é a minha altura e a do pai. Obviamente que, para os standards holandeses, a Maria, com os seus 78 cm é pequenina para a idade.
Mas fiquei mesmo abismada foi quando vi que ela "apenas" pesa 11,6 kg - nós éramos capazes de jurar que ela já tinha, no mínimo, uns bons 13 kg!

Saturday, 13 June 2015

Férias em Portugal

Decidimos ir à Madeira por 2 semanas. Já não iamos "a casa" desde Fevereiro do ano passado - quase há um ano e meio.
Temos optado por viajar pela Transavia pois é a única companhia aérea que faz vôos directos de Amsterdão para a Madeira mas desta vez quisémos experimentar ir pela TAP, fazendo escala em Lisboa.
Ora, tudo teria corrido bem não fosse termos feito pontaria para viajar num dia em que ventos fortes se tinham apoderado da ilha.
O vôo Amsterdão-Lisboa correu às mil maravilhas. A escala em Lisboa deu para esticarmos um pouco as pernas dentro do aeroporto. O problema foi quando começámos a aproximação ao aeroporto no vôo Lisboa-Funchal.
Sem possibilidade de sequer tentar aterrar, fomos desviados para Porto Santo para reabastecer. Quisémos sair lá mas não nos davam a bagagem de porão. Nova tentativa em vão de aproximação ao aeroporto de Santa Cruz e regressámos a Lisboa. Muito stress depois e lá passámos a noite, acabando por aterrar na Madeira ao fim da tarde do dia seguinte, num vôo extra que abriu especificamente para os muitos passageiros dos vários vôos da véspera que tinham ficado por terra.
A Maria portou-se como uma campeã, mesmo com tanto entra e sai de avião e tempo passado dentro do aeroporto de Lisboa, e foi elogiada por várias assistentes de bordo por ser tão bem comportada.
Depois de finalmente chegados à Madeira e com um dia de férias perdido, levámos outro dia a recuperar o sono e recarregar as baterias. Maria até fez uma sesta mais de 3 horas!
E a partir daí tem sido estar na companhia de avós, bisavós, tios, primos e amigos.
A Maria solta valentes gargalhadas na brincadeira com as primas. Andou a correr pela casa atrás de uma prima , aos pulos em cima da cama com outra prima... Teve mimos e mais mimos da família e amigos. Provou camarão e amêijoas mas não gostou. Já peixe, se mais havia mais ela comia! Foi garoupa, atum fresco em escabeche, chicharros fritos...
Fomos jantar fora com amigos e ficou acordada até às 11 horas da noite "ao estilo tuga" - uma verdadeira noitada.
Pude apaparicar um pouco as minhas sobrinhas (que já estão com 16 anos e quase 12) e dar-lhes muitos abraços para matar a saudade do corpo de senti-las junto a mim.
Aproveitei para ir à minha "antiga" cabeleireira e deixei lá 80% do meu cabelo com um bom corte.
Café "rápido" com amigas que se prolongou por uma hora - oh coisa boa!
Poder estar presente no dia do Crisma da minha sobrinha mais velha,  convívio familiar, como nos "velhos tempos".
Fomos pela primeira vez a uma aula de natação para bebés e Maria adorou aquilo; foi fantástico partilhar aquele momento com ela, ver-lhe a alegria estampada no rosto e ouvir-lhe as gargalhadas.
Mais uma vez, comoveu-me o facto de amigos (que sabemos terem uma vida bem ocupada com trabalho e filhos) fazerem questão de arranjar tempo para estarem connosco.
Descansámos pouco. Convivemos muito. Os pais mimaram-nos com algumas das nossas comidas preferidas.
Até que Maria começou a fazer febre lá pelo início da segunda semana de férias acabando por regressar à Holanda adoentada - alguma virose... já está melhor felizmente. É claro que os planos para os últimos dias acabaram por ser alterados/cancelados e, mais uma vez, acabámos por não rever todos os amigos mais chegados como queriamos. Mas não podemos reclamar, estas férias à Madeira já foram bem melhores do que as do ano passado!
E a Maria desenvolveu tanto a fala. De repente, começou a dizer uma mão cheia de palavras novas!
E notava-se perfeitamente como estas férias foram o equivalente do paraíso para ela: estarmos os 3 juntos em família, durante 2 semanas, sem horário para acordar, sem correrias de manhã, com muita brincadeira e a presença constante dos pais... Maria irradiava felicidade.
E eu também. Foi como que uma benção disfrutar tanto da presença da minha filha, após 3 meses e meio de regresso ao trabalho.
Mas mais uma vez, apercebi-me que aquele já não é o meu Shangri-La. Não consegui encontrar a beleza que outrora via sempre naquela ilha e que renovava as energias. E essa constatação voltou a entristecer-me.
Regressámos à Holanda passadas 2 semanas. Fomos 3 e regressámos 5. A Sandra e o Cristiano, amigos da Madeira, decidiram mudar-se para a Holanda e então viemos no mesmo vôo.
É bom ter novamente casa cheia por uns tempos :)

Todos os dias Maria desenhava

Novidade: correr atrás dos pombos

Na brincadeira com o primo Duarte

Tuesday, 19 May 2015

Bunik

Feriado já a chegar ao final da semana e bom tempo. Oh-la-la c'est la follie!
Combinámos com uns amigos ir passear pelo parque em Bunik.
Entrámos pelo parque infantil, a Maria andou no escorrega e ficou a observar muito os meninos maiores que pareciam ter comido 0,5 kg de açúcar a julgar pela correria e energia daquelas crianças!
Encontrámos uma mesa ao sol na esplanada e lá ficámos a recarregar as baterias.
Quando a Sofia e o Carlos chegaram, lá fomos ao nosso passeio. O parque estava cheio e sentia-se no ar a alegria e os rostos sorridentes.
A Cátia e o João vieram ao nosso encontro e lá nos embrenhámos mais pelo parque, que é enorme e merece muitas mais visitas e "explorações".
Foi uma tarde perfeita! :)



Maria descobriu uma nova iguaria: bolacha maria com humus!



Sunday, 10 May 2015

Baptizado na Holanda

Fomos pela primeira vez a um baptizado na Holanda... com missa em holandês.
A Maria estava com sono e passou a missa toda a ver músicas infantis do Youtube no telemóvel do Pai. Comportou-se bem que foi uma maravilha!
Foram baptizadas 3 crianças em conjunto, o pai de um dos meninos é músico e tocou saxofone a meio da missa - gostei, foi diferente.
De seguida fomos para a festa onde um baloiço para bebés pendurado no meio da sala fez as delícias da Maria :)





Sunday, 3 May 2015

De Haar

Sábado e sol - duas palavras que combinam tão bem!
Então lá fomos passear pelos jardins do De Haar no Sábado à tarde, com a Sofia e o Carlos, aproveitando um cartão que nos dá entrada grátis durante 1 ano por morarmos nas imediações do castelo.
Passeámos pelos jardins, deparamos com um casamento que decorria nos jardins do castelo, e finalmente estendemos as mantas sobre a relva e toca a relaxar e aproveitar aquele solzinho bom.
Maria já não se lembrava da sensação de andar descalça na relva e levou uns minutos a se habituar. Já nós, ambientámo-nos muito bem àquela tarde solarenga e de dolce far niente ;)





Sunday, 26 April 2015

Sunday brunch

Já andávamos há algum tempo para voltar a fazer um brunch. A falta de tempo, o cansaço e crianças adoentadas não o têm permitido.
Mas finalmente convidámos uns amigos para virem cá a casa para o dito cujo.
Não foi bem o brunch que tinha em mente mas aquilo que o tempo e o espaço que tinhamos permitiu. Mas o que interessa mesmo é que todos passaram um bom bocado, pais e filhos.
Pais descontraídos na conversa, filhos na brincadeira e/ou a fazer uma soneca. É engraçado vê-los aos 3, com poucos meses de diferença a separá-los, a comunicarem num dialecto que mais ninguém entende... com os pais babados a assistir. Oh happy days...!







Sunday, 19 April 2015

Dos amigos a chegar e do fim-de-semana

Tanta coisa (boa!) a acontecer!
A Sofia, grande amiga da Madeira, chegou à Holanda na 5a Feira... para ficar :)
Sábado fomos até à praia em Scheveningen. Sol (também vento como sempre), areia e early dinner na esplanada, bem ao jeito holandês.



No Domingo foi o aniversário do Carlinhos e levámo-lo a fazer karting de surpresa - bom tempo, amigos e karting, what else do we need? ;)





Lá ficou a Maria a acenar

E agora todos!

Sunday, 12 April 2015

I don't know how WE do it!...

Há um filme com a Sarah Jessica Parker que passa de vez em quando na TV: I don't know how she does it.
Basicamente é sobre uma mulher, casada e com 2 filhos, que tem uma profissão que lhe exige muito tempo e de como ela tenta se dividir entre a carreira e a família de modo a conseguir conciliar ambos.
Ora, tenho a confessar que, às vezes, dou por mim a pensar que nem sei como é que nós conseguimos!
Se já não era pêra doce criarmos um filho sozinhos enquanto eu não estava a trabalhar, agora começo a achar que devemos ter super-poderes que nós próprios desconhecemos.
É uma correria desenfreada todos os dias; uma logística bem planeada; uma rotina já estabelecida; uma ginástica aos fins-de-semana para esticar aquelas 48 horas ao máximo de modo a conseguirmos ter um bocadinho de vida social, passarmos algum tempo em família sem pressas, ida ao supermercado, arrumar a casa e, às vezes, temos a sorte de conseguirmos descansar um bocadinho; e tentamos nos socorrer da ajuda de amigos em caso de S.O.S. e rezar para que tudo corra bem.
Porque não há cá mais ninguém. Se a Maria adoece, se ligam da creche porque ela não está bem e é preciso ir buscá-la mais cedo, se um de nós tem que se ausentar por motivos profissionais, se um de nós adoece, ou até se apenas estamos hiper-mega-exaustos e só estamos mesmo a precisar de uma tarde ao fim-de-semana para descansar e recuperar as energias... enfim, não há avós, nem tios, nem primos que nos possam dar uma ajuda.
Mas ainda assim temos conseguido, sabe lá Deus como, e a nossa Maria já vai a caminho dos 2 anos, linda, saudável, carinhosa e feliz :)
Muito temos a agradecer aos amigos (vocês sabem quem são) por se terem oferecido para nos ajudar em caso de necessidade ou por terem reajustado a agenda de modo a poderem responder ao nosso grito por socorro.

Saturday, 11 April 2015

Só para que saibam...

... andámos pela primeira vez com a Maria na bicicleta, ninguém foi bater ao chão e a miúda saiu ilesa desta aventura, sem um único arranhão! Uffaaa.......

Tuesday, 7 April 2015

Páscoa

Fim-de-semana de 4 dias. Supostamente para descansarmos. Mas, de alguma maneira, o descanso acaba sempre por passar de objectivo prioritário para o final da lista.
Mas cá nos arranjamos. Deu para tratar de alguns assuntos urgentes; eu e o jeitoso tivémos tempo para nós; reencontrámos amigos; passámos tempo de qualidade em família; almoçarada no Domingo de Páscoa entre amigos...






Ah, e ontem adquirimos finalmente uma Moederfiets com o assento à frente para a Maria! (Oh dear...) Ainda não a estreei estreámos, eu e a Maria, mas só me vêm à mente tombos e joelhos esfolados e cabeças rachadas quando penso nisso! Mas lá terá que ser - quando em Roma, sê Romano... e quando na Holanda, vais andar de bicicleta com o teu filho nela e ponto final.

Thursday, 19 March 2015

19 de Março

Se não tivesse um lembrete no telemóvel, acho que não me teria lembrado que hoje é o Dia do Pai.
Na Holanda celebra-se em Junho e é essa data que agora tenho em mente. Devido à Maria. Porque será a data que ela vai conhecer, em que fará desenhos e  afins na creche para oferecer ao Pai.
O 19 de Março tenho que manter em mente só para minha referência, para ligar ao meu Pai e dar-lhe um Olá especial.
Ah, e também faz hoje 3 anos que me mudei para a Holanda.
Uau, tanta coisa que já aconteceu em 3 anos! Pelo meio conta-se 2 moradas em cidades diferentes, 3 empregos, 4 cirurgias ao nariz, 1 filha, 2 bicicletas (1 roubada). Visitas de família e amigos... já perdi a conta!
Parece-me um balanço positivo :)

Wednesday, 4 March 2015

Mãe e profissional

Eu tinha um plano para quando voltasse a trabalhar. Um plano baseado na suposição de que, nesta empresa, também seriam flexíveis com o horário de trabalho, à semelhança do que acontecia nas outras duas empresas em que trabalhei aqui. Do tipo, poder entrar às 7h30 para sair às 16h00, ou algo assim.
Acontece que na empresa onde comecei a trabalhar isso não se aplica. O horário é das 9h00 às 17h30; raramente alguém chega a horas mas também é comum sairem já depois da hora.
Por outro lado, também contava que se fosse trabalhar para "tão longe" como Amsterdão, teria um lugar de estacionamento - o que também não é o caso.
Ora, isto significa que levo cerca de 1h30 para chegar ao trabalho em transportes públicos. No total, são cerca de 3 horas perdidas por dia.
E se de manhã, conseguimos entrar os 3 numa boa rotina em que nos arranjamos, tomamos pequeno-almoço e preparamos a Maria de modo a sairmos juntos de casa a tempo de deixá-la na creche e seguirmos para o trabalho, já ao fim do dia não é bem assim.
Raramente consigo chegar a casa antes das 19h30 e, muitas vezes, a Maria já está a dormir.
Esta é a parte que está a dar cabo de mim, o mal ver a Maria durante a semana, o não estar lá para brincar um pouco com ela e dar-lhe um abraço apertado e o beijo de boa noite.
Custa. Muito. E os fins-de-semana, esses, passam num piscar de olhos.
A parte boa é que esta situação está a fortalecer a relação da Maria com o Pai. Sinto-os mais cúmplices e isso é muito bom.
Enfim, obviamente que não vamos poder continuar nesta situação para sempre. Eu não aguento este horário, a este ritmo e nestas condições por muito mais tempo.
Vamos encontrar uma solução. Uma que traga mais tempo livre para passarmos em família. Uma que também me permita passar 1 ou 2 horas com a minha filha ao fim do dia, antes de ela ir dormir.
Que saudades eu tenho dela...

Sobre o novo emprego

Demorou, mas chegou.
Consegui um emprego que corresponde às minhas expectativas. É na minha área de trabalho e será um grande passo em frente na minha carreira.
Durante o tempo em que estive activamente à procura de emprego, apercebi-me de mais um exemplo da hipocrisia dos Holandeses. São muito a favor da vida familiar, sim senhor. E é uma sociedade que vê positivamente o facto de uma mulher fazer uma pausa na carreira para se dedicar aos filhos, pois sim. Mas depois às empresas não lhes agrada ver pausas superiores a 3 meses nos CV's! E isto foi-me dito directamente numa agência de recursos humanos.
Enfim, mas se calhar valeu a espera; a posição é excelente, mais uma vez numa área nova, e vou aprender imenso nesta empresa.
A posição ficou vaga pois a pessoa que a ocupava "teve uma oferta irrecusável" de outra empresa - palavras da própria.
Ora, na minha opinião já trataram de arranjar alguém para a substituir demasiado tarde. Basicamente, ia ter 7 dias para formação/hand over. Até que no 3° dia, a minha querida antecessora comunica à empresa que decidiu gozar os dias de férias que ainda não tinha tirado e que só trabalhava mais 1 dia.
E foi assim que, de repente, passei de uma espécie de formação dada por alguém que até percebia muito daquilo mas não tinha jeito nenhum para explicar as coisas e cujo sentido de organização ainda me deixava mais confusa, para uma tarde e uma manhã de um pseudo hand over, feito em cima do joelho, como nunca vi nada igual.
E eis que, no meu 5° dia na empresa, vi-me sozinha com um monte de coisas em atraso, chuva de emails a perguntar por isto e por aquilo (sim, porque para ajudar, a minha querida antecessora esteve em casa com uma gripe durante ums semana e meia mesmo antes de eu começar, pelo que tinha o trabalho todo em atraso) e completamente perdida no meio daquilo tudo.
Ao fim de quase 3 semanas, o meu dia-a-dia tem se resumido a "tapar buracos", ligar a este e àquele para tentar descobrir como se faz isto e aquele outro, tentar descobrir a quem devo ligar para obter essas informações, perder tempo a ler histórico de emails a ver se percebo o que tenho à minha frente e se evito repetir informação que já havia sido dada ou solicitada antes da minha entrada na empresa.
Sim, porque isto de não fazer parte de uma equipa torna as coisas mais complicadas nestas situações pois não podemos nos virar para o colega do lado quando temos uma dúvida, simplesmente porque ele não existe.
Mas aos poucos vou chegando lá. Não esperava certamente um regresso tão caótico ao mundo do trabalho mas lá vou aprendendo com as cabeçadas que vou dando e com o apoio de parceiros externos que têm sido solidários para com a minha actual situação e respondido a todas as minhas (infindáveis) perguntas.
Entretanto, a empresa também arranjou  uma consultora que tem vindo uma vez por semana para me dar apoio (à semelhança do que aconteceu com os meus dois antecessores na empresa).
E sim, mesmo com este começo stressante, sinto que vou gostar disto!